Finanças

BC mantém Selic em 15% ao ano e sinaliza cautela diante de cenário incerto

Decisão do Copom era esperada pelo mercado, que agora aguarda indicações sobre início de cortes nos juros

Agência O Globo - 28/01/2026
BC mantém Selic em 15% ao ano e sinaliza cautela diante de cenário incerto
- Foto: Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, manter a taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2024. Esta é a quinta vez consecutiva que a taxa de juros básica da economia permanece estável, em linha com as expectativas do mercado.

Com o resultado já antecipado pelos analistas, a atenção se volta agora para possíveis sinais do BC sobre o início de um ciclo de cortes nos juros.

De acordo com a última pesquisa Focus, do próprio Banco Central, os bancos reduziram pela terceira vez seguida a estimativa para o IPCA em 2026, agora projetado em 4%. Para 2027, a projeção também recuou, chegando a 3,80%. Apesar desse movimento, a autoridade monetária ainda identifica riscos no horizonte inflacionário.

No comunicado divulgado após a reunião anterior, em dezembro, o Copom evitou indicar o início dos cortes e destacou incertezas no cenário externo, especialmente relacionadas à conjuntura econômica e à política dos Estados Unidos, fatores que impactam as condições financeiras globais. O documento também ressaltou a necessidade de cautela por parte dos países emergentes diante das tensões geopolíticas.

No âmbito doméstico, o BC reconheceu avanços nos indicadores econômicos, como a moderação do crescimento da atividade e o arrefecimento da inflação, embora o mercado de trabalho siga aquecido.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, pois influencia diretamente os juros cobrados de pessoas físicas e empresas. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,50% e 4,50%.

No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022. A decisão, alinhada às expectativas do mercado financeiro, interrompe um ciclo de três cortes consecutivos promovidos pelo Fed.