Finanças
Carnaval 2026 movimenta mais de R$ 5,7 bilhões no Rio, impulsionando empregos e negócios
EXTRA publica reportagem especial sobre impactos da folia na economia carioca
O Carnaval permanece como um dos principais motores da economia do Rio de Janeiro e deve igualar, ou até superar, os R$ 5,7 bilhões movimentados no ano passado, de acordo com estimativa da Riotur. Faltando cerca de um mês para o feriado, uma ampla cadeia produtiva já está em atividade, envolvendo a contratação de mão de obra temporária, pequenos negócios comandados por foliões em busca de renda extra, além de contratos milionários firmados por grandes empresas que desejam aproveitar a visibilidade da festa.
Quer saber o impacto da folia em lojas, hotéis e rodoviária?
— O Rio vive um momento muito positivo no turismo, com aumento consistente de visitantes desde o ano passado, o que naturalmente se reflete em mais consumo, mais empregos temporários e maior circulação de dinheiro durante o carnaval — afirma Bernardo Fellows, presidente da Riotur. — Em 2025, o público total do carnaval passou de oito milhões de pessoas circulando pela cidade, entre blocos, Sapucaí, Intendente Magalhães e Terreirão do Samba. Para este ano, com uma programação extensa, distribuída ao longo de 37 dias, a expectativa é manter ou até ampliar esse volume.
A programação de carnaval na cidade e o intenso fluxo de pessoas geram cerca de 50 mil empregos, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Apenas o Carnaval Fan Fest, arena que estreia este ano na Praia de Copacabana com programação cultural gratuita — incluindo transmissões de ensaios e desfiles — deve empregar 800 pessoas, entre produção e fornecedores. Eventos privados e camarotes na Sapucaí também ampliam as oportunidades temporárias.
Quem faz a festa acontecer?
— Esses empregos funcionam como uma injeção temporária de ocupação, especialmente relevante em um país com alto nível de informalidade. Para muitas pessoas, o carnaval representa uma oportunidade concreta de renda complementar ou até a principal fonte de sustento no período — explica Roberto Kanter, economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Além dessas oportunidades, muitos foliões garantem renda extra durante o carnaval com seus próprios negócios. Ainda que temporários, comercializam bebidas, acessórios e prestam serviços durante a folia.
Sem experiência?
O professor de Geografia Ulysses Soares, de 38 anos, enfrenta o calor e o cansaço físico para vender seis sabores de cachaças artesanais saborizadas. O investimento anual varia entre R$ 1.500 e R$ 2 mil, enquanto o faturamento pode chegar a R$ 8 mil ou R$ 10 mil.
— Comecei a fazer em 2019 para beber com amigos e, em 2022, passei a vender. O que pesou na decisão foram os fatos de ter um produto bom e fazer um extra que hoje me ajuda muito — relata.
O desejo de participar da folia não se restringe aos pequenos empreendedores. Grandes empresas dos setores de Alimentos e Bebidas, Moda, Bem-estar, entre outros, marcam presença por meio de patrocínios, lançamentos de produtos e ações de marketing.
— O carnaval é, sem dúvida, um dos momentos mais relevantes do ano para Brahma, não apenas em volume, mas principalmente em significado. O carnaval representa o auge da brasilidade, e esse é o DNA de Brahma. Queremos estar onde o nosso consumidor está vivendo suas paixões — destaca Felipe Cerchiari, diretor de Marketing.
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