Finanças
Ministério defende manter vazão de Belo Monte para garantir oferta de energia diante de chuvas abaixo da média
Preocupação do MME é o baixo nível dos reservatórios da usina. Decisão final será do Ibama
Diante da previsão de chuvas abaixo da média nos primeiros meses do ano, o Ministério de Minas e Energia (MME) defende a manutenção da atual vazão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para evitar uma redução na geração de energia.
A recomendação foi debatida em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) nesta semana, após o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apresentar projeções indicando precipitação inferior ao esperado em janeiro. A decisão final sobre o tema caberá ao Ibama.
Em outra frente, diante da situação preocupante dos reservatórios do Sudeste, a vazão das represas de Furnas já foi reduzida neste mês. Caso o cenário de poucas chuvas até março se confirme, o MME avalia restringir ainda mais o uso da água para fins que não sejam a geração de energia.
As medidas buscam mitigar os impactos negativos dos baixos níveis dos reservatórios do Sudeste, especialmente em São Paulo. Por isso, o governo trabalha para manter o atual plano de operação da usina de Belo Monte, cuja contribuição é fundamental para atender a demanda de energia elétrica na região mais populosa do país.
Atualmente, os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste operam com 42,88% da capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A expectativa é que esse percentual permaneça abaixo de 50% ao final de janeiro. No ano passado, já em situação considerada crítica, os reservatórios encerraram o mês em cerca de 46% da capacidade.
Entenda a vazão de Belo Monte
Durante o período úmido, no início do ano, a vazão da hidrelétrica de Belo Monte é decisiva para definir a capacidade de geração da usina.
Nesta segunda-feira, encerrou-se o prazo para que a Norte Energia, controladora da usina, apresentasse um novo plano para os níveis de água liberada no rio Xingu, que atravessa 25 comunidades ribeirinhas e três povos indígenas.
A empresa, porém, não enviou proposta ao Ibama, alegando impossibilidade de revisão imediata do chamado hidrograma. Com isso, a usina segue operando com os mesmos parâmetros de vazão.
O volume de água liberado para o curso natural do Xingu é definido pelo Ibama por meio do hidrograma. Parte da água é desviada para o reservatório, alimentando as turbinas da maior hidrelétrica instalada totalmente em território nacional.
Quanto mais água é liberada para o rio, menor é o volume disponível para geração de energia.
No caso de Belo Monte, as regras da concessão preveem revisão dos parâmetros após a entrada em operação da usina — discussão que está em andamento neste momento.
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