Finanças

Liquidação da Reag Investimentos: entenda o papel das gestoras de fundos

Instituição tinha autorização do Banco Central para administrar e gerir fundos de investimento

Agência O Globo - 15/01/2026
Liquidação da Reag Investimentos: entenda o papel das gestoras de fundos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag Investimentos, que deixa de atuar como gestora e administradora de recursos no mercado financeiro. Apesar da medida, os fundos de investimento administrados pela empresa continuarão existindo, mas deverão ser transferidos para outras instituições habilitadas.

Fundada em 2012 pelo empresário João Carlos Mansur, a Reag iniciou suas atividades como administradora de recursos, obtendo autorização do Banco Central em 2019 para operar como instituição financeira por meio da Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Com isso, passou a intermediar negociações de ativos como ações e debêntures no mercado de capitais, além de atuar como administradora, custodiante, distribuidora de produtos e gestora de fundos.

Na função de administradora, a Reag era responsável por toda a operação e governança dos fundos de investimento, incluindo a contratação de gestores e auditores, contabilidade, fluxo de caixa, escrituração de cotas e representação legal dos fundos junto a órgãos reguladores como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Como gestora, a empresa selecionava profissionais para gerir os recursos dos clientes em diferentes tipos de fundos — ações, imobiliários, participações em empresas, títulos, entre outros — sempre em busca do melhor retorno. Também era responsável pela estruturação dos fundos e captação de recursos. A Reag se tornou a maior gestora independente do país, ou seja, sem ligação com bancos, chegando a administrar quase R$ 350 bilhões em patrimônio.

A instituição também se destacou como a segunda maior gestora do mercado de Fundos de Investimento em Participações (FIP) e teve atuação relevante na gestão de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e fundos multimercados.