Finanças
Joesley Batista se reúne com presidente interina da Venezuela para discutir investimentos em petróleo
Segundo a Reuters, Delcy Rodríguez demonstrou interesse em abrir o setor para empresas estrangeiras. Empresário teria se encontrado com autoridades americanas antes e depois da reunião.
O empresário Joesley Batista, proprietário da JBS, reuniu-se na última sexta-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, segundo informações da agência Reuters. Antes e depois do encontro, Joesley também teria conversado com autoridades americanas em Washington. Fontes informaram que, ao governo dos Estados Unidos, o empresário relatou que Delcy mostrou disposição em abrir a indústria de petróleo e gás venezuelana a investidores estrangeiros.
De acordo com reportagem do jornal americano The Washington Post, publicada na semana passada, Joesley já teria atuado como interlocutor informal em uma missão para negociar o exílio do então presidente Nicolás Maduro na Turquia, antes da operação militar americana que resultou na captura do líder venezuelano.
A Fluxus, empresa de energia controlada pela família Batista — que consolidou ativos na Bolívia e na Argentina após ser adquirida em 2023 — avalia oportunidades de negócios na Venezuela, informou uma fonte à Reuters.
Tanto a Fluxus quanto a holding J&F, também pertencente à família Batista, preferiram não comentar o assunto.
Diversificação de negócios
A entrada recente da família Batista no setor de energia faz parte de uma estratégia de diversificação de negócios, após transformar a JBS na maior empresa de carnes do mundo, com forte presença nos Estados Unidos.
Joesley mantém bom relacionamento com o presidente americano Donald Trump. Por meio de sua subsidiária nos EUA, o empresário fez uma doação de US$ 5 milhões para o comitê de posse de Trump.
Em setembro do ano passado, Joesley também atuou para melhorar as relações entre Estados Unidos e Brasil, intermediando negociações sobre as tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros.
Além disso, Joesley possui trânsito com o governo venezuelano, o que tem facilitado sua atuação como intermediário em negociações na América do Sul de interesse dos EUA.
Laços estreitos com Caracas
O grupo JBS manteve laços próximos com Caracas durante o período de escassez na Venezuela, especialmente em 2015 e 2016, quando vendeu cerca de US$ 1,2 bilhão em alimentos ao governo venezuelano em um acordo especial.
Naquele período, o preço do petróleo caiu de US$ 100 para US$ 40, limitando a disponibilidade de dólares para importação de bens de consumo. A JBS foi considerada uma "tábua de salvação" para o abastecimento do país durante a crise.
Agora, além do setor alimentício, o grupo J&F busca expandir sua atuação para outros segmentos, como o de energia, nas relações comerciais com a Venezuela.
Enquanto grandes petrolíferas americanas ainda demonstram cautela em retornar ao mercado venezuelano devido ao histórico de nacionalizações, empresas regionais menores, como a Fluxus, enxergam oportunidades de acesso às maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
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