Finanças
Caso Master: Banco Central decreta liquidação da Reag por suspeita de fraudes
Documento do Banco Central aponta comprometimento da situação econômico-financeira da instituição
O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, anteriormente conhecida como gestora de fundos Reag. A empresa, ligada ao empresário João Carlos Mansur, tornou-se alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A operação da PF apura a atuação de um grupo suspeito de utilizar instituições do sistema financeiro para movimentar recursos ligados ao setor de combustíveis e a organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, as estruturas financeiras eram usadas para ocultar e lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
João Carlos Mansur foi um dos alvos da nova etapa da investigação, realizada na quarta-feira (14). O inquérito foca principalmente em irregularidades cometidas no âmbito do Banco Master, cuja liquidação extrajudicial já havia sido decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Ato assinado por Galípolo
A decisão do BC foi formalizada por meio de ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. O documento aponta o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de graves violações às normas que regem o funcionamento das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
"A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN", informou o BC em nota.
O Banco Central nomeou Antonio Pereira de Souza, da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., como liquidante, conferindo-lhe amplos poderes para administrar e conduzir o processo de encerramento das atividades da instituição. Conforme prevê a legislação, os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis durante a liquidação.
A Reag atuava no segmento S4 da regulação prudencial, que reúne instituições de pequeno porte e baixa relevância sistêmica. Em 2025, a corretora ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% do volume financeiro total e 0,14% do número de operações de câmbio realizadas no país.
O BC informou ainda que continuará adotando “todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades”, o que pode resultar na aplicação de sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades competentes, conforme previsto em lei.
Com a decretação da liquidação extrajudicial, permanecem indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, como medida para preservar recursos para eventual ressarcimento de credores.
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