Finanças
Empresário e conselheiro do Palmeiras: quem é João Carlos Mansur, fundador da Reag e alvo da PF no caso Master
Executivo é um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes financeiras no banco Master.
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, está entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras no banco Master.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, a operação mira executivos e empresários ligados a transações suspeitas envolvendo a instituição financeira.
Banqueiro sob investigação
No total, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão. A ação incluiu endereços ligados ao dono do Master, Daniel Vorcaro, seu pai Henrique Vorcaro, o cunhado Fabiano Zettel e o empresário Nelson Tanure.
As suspeitas sobre o banco Master chegaram às autoridades após o Banco Central identificar movimentações atípicas e repassar as informações aos investigadores. Entre os fatos apurados, destaca-se uma série de transações rápidas realizadas por uma rede de fundos de investimento geridos pela Reag DTVM, a partir de um empréstimo de R$ 459 milhões concedido pela instituição de Daniel Vorcaro.
Perfil profissional
Formado em Ciências Contábeis, Mansur possui MBA em Gestão Financeira e Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo seu perfil no LinkedIn, acumula mais de 35 anos de experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira, desenvolvimento de negócios, análise de investimentos e gestão empresarial.
Atuação no futebol e no mercado financeiro
Antes de fundar a Reag Investimentos, em 2012, Mansur atuou em grandes empresas e consolidou a gestora como uma das maiores do país no segmento de fundos independentes. Em setembro, após ser citado na Operação Carbono Oculto — que apura o envolvimento do PCC na distribuição de combustíveis —, a Reag anunciou a venda do seu controle acionário e a saída de Mansur da presidência do conselho.
Também naquele mês, ele deixou outros cargos para tentar conter a crise de credibilidade. Mansur presidia o Conselho de Administração do Grupo Azevedo & Travassos, empresa de engenharia e infraestrutura, desde novembro de 2024. No mesmo período, integrava o conselho da SteelCorp, grupo industrial com atuação em aço, mineração e energia.
Em julho do ano passado, após quase seis anos, Mansur deixou o conselho da Lux Oil & Gas International, do setor de petróleo e gás, com operações internacionais.
Ele também presidiu, entre novembro de 2023 e dezembro de 2024, o Conselho de Administração da GetNinjas, plataforma digital de contratação de serviços.
Influência no futebol brasileiro
Mansur é reconhecido como um dos empresários mais influentes na interseção entre o mercado financeiro e o futebol nacional, participando de negociações bilionárias. Atua como conselheiro influente no Palmeiras, gestor das finanças do estádio do Corinthians e articulador de investimentos em clubes como Juventus e Portuguesa.
Presença no setor imobiliário
Ao longo da carreira, também integrou conselhos de empresas do ramo imobiliário, como a Santos Dumont Empreendimentos Imobiliários — responsável pelo projeto Bossa Nova Mall, no aeroporto Santos Dumont, no Rio —, além da FYP Engenharia, voltada a projetos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida, e da FRJR Empreendimentos Imobiliários, especializada em centros comerciais de pequeno e médio porte.
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