Finanças
Alagoas recebe quase R$ 9 milhões para reforçar atendimentos especializados no SUS
Maior parte dos recursos será destinada a Maceió, com destaque para a Santa Casa, que lidera os repasses no estado
Alagoas vai receber R$ 8.859.875,96 em recursos federais para o fortalecimento da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores constam na Portaria GM/MS nº 9.760, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União, e já passam a ter efeitos financeiros a partir de janeiro de 2026, dentro do programa federal “Agora Tem Especialistas”.
Do total destinado ao estado, Maceió concentra a maior fatia dos repasses, com R$ 5.506.551,47 — o equivalente a mais de 62% de todo o recurso liberado para Alagoas. O volume expressivo destinado à capital reflete a concentração da rede hospitalar de média e alta complexidade, que atende não apenas moradores de Maceió, mas também pacientes encaminhados de diversos municípios do interior.
Os repasses fazem parte de um montante nacional de R$ 1 bilhão anunciado pelo Ministério da Saúde. Desse total, R$ 800 milhões são distribuídos diretamente a estados e municípios, com base na produção assistencial registrada ao longo de 2024 nos sistemas oficiais SIA/SUS e SIH/SUS. Outros R$ 200 milhões foram incorporados ao teto de Média e Alta Complexidade (MAC), ampliando a capacidade de custeio da rede pública de saúde.
Entre as instituições beneficiadas, a Santa Casa de Misericórdia de Maceió aparece como a principal contemplada em Alagoas, com um repasse individual de R$ 3.065.750,29. O hospital é referência no atendimento de média e alta complexidade e desempenha papel estratégico no suporte à rede estadual do SUS.
Além da capital, unidades hospitalares localizadas em municípios como Coruripe, São Miguel dos Campos e Arapiraca também serão beneficiadas, fortalecendo o atendimento especializado em diferentes regiões do estado.
De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos devem ser aplicados na ampliação de consultas, exames e cirurgias especializadas, com o objetivo de reduzir filas de espera e melhorar o acesso da população aos serviços do SUS, especialmente em áreas de maior demanda reprimida.
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