Finanças
CEO da Heineken anuncia saída após queda nas vendas e pressão de investidores
Dolf van den Brink deixará o cargo em maio de 2026; empresa inicia busca por novo sucessor
Dolf van den Brink, presidente-executivo da Heineken, comunicou nesta segunda-feira sua saída do comando da segunda maior fabricante de cerveja do mundo. Após seis anos à frente da companhia e em meio a desempenho fraco nas vendas e insatisfação de investidores, van den Brink deixará o cargo em 31 de maio de 2026. A empresa já iniciou o processo de busca por um novo sucessor.
De acordo com comunicado oficial, van den Brink avaliou que este é o “momento certo” para a transição de liderança, alinhando-se às ambições de longo prazo da Heineken. Ele permanecerá à disposição da companhia em uma função consultiva por oito meses, a partir de junho de 2026.
O executivo assumiu a presidência em junho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, enfrentando um cenário desafiador, marcado por inflação de custos, dificuldades logísticas e mudanças nos hábitos dos consumidores. Recentemente, a Heineken alertou investidores de que o crescimento do lucro operacional ajustado no atual exercício deve ficar no limite inferior das projeções, principalmente devido à retração nas vendas de cerveja em mercados como Europa e América.
A renúncia ocorre em um momento delicado para o setor de bebidas alcoólicas, que lida com demanda enfraquecida, concorrência crescente e tendências de consumo que desafiam o crescimento tradicional do segmento. O desempenho das ações da Heineken ficou aquém do registrado por concorrentes, pressionando os retornos aos acionistas. No início do pregão em Amsterdã, as ações da empresa chegaram a recuar 3,2%.
O conselho de supervisão, liderado por Peter Wennink, manifestou respeito à decisão do CEO e garantiu que irá intensificar o processo para nomear um novo líder capaz de cumprir as metas estratégicas da Heineken até 2030. O período de transição será acompanhado de perto por mercados e investidores, atentos aos próximos passos da gigante cervejeira.
A saída de van den Brink integra uma sequência de mudanças no comando de grandes empresas de consumo, refletindo as pressões externas e a necessidade de novas estratégias diante das transformações nos hábitos dos consumidores e das incertezas econômicas globais.
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