Finanças
Defesa de Vorcaro nega ao STF ter contratado influenciadores para atacar Banco Central
Advogados também tentam realizar conciliação para discutir termos de liquidação
A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) qualquer responsabilidade pela contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central (BC).
Em petição encaminhada ao ministro relator do caso no STF, os advogados de Vorcaro afirmaram que ele "nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central".
Reportagem revela contratos
Segundo reportagem que revelou a contratação dos influenciadores, contratos oferecidos previam pagamentos de até R$ 2 milhões para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo BC. O projeto, identificado como “projeto DV”, fazia referência ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, e incluía cláusulas de sigilo absoluto para evitar vazamentos e manter a aparência de movimento orgânico contra o órgão regulador.
Os detalhes constam em documentos, prints de conversas e comprovantes de depósitos bancários obtidos pela reportagem. Um dos influenciadores, com mais de 1 milhão de seguidores, teria recebido proposta de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com oito postagens mensais. Outro perfil, com menos de 500 mil seguidores, teria recebido oferta de R$ 250 mil pelo mesmo período e número de publicações.
Ao STF, a defesa de Vorcaro também solicitou a abertura de inquérito para apurar "crimes contra a honra" relacionados ao caso Master.
Pedido de conciliação
Em dezembro, os advogados de Vorcaro solicitaram ao STF a realização de um processo de conciliação entre o Banco Master, o Banco Central, o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Fictor Holding, empresa que tentou adquirir o banco.
O objetivo do pedido é discutir os termos da liquidação do Master, determinada pelo BC em novembro.
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