Finanças
Saiba quais produtos podem ficar mais baratos com acordo União Europeia-Mercosul
Queijos, vinhos, azeite e chocolates terão tarifas eliminadas gradualmente, mas queda nos preços deve demorar devido ao período de transição.
Com a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul — formado por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai — e a União Europeia (UE), composta por 27 países, cresce a expectativa de que diversos produtos importados fiquem mais acessíveis aos brasileiros. Entre os itens que poderão ter redução de preços estão queijos, vinhos, azeites e chocolates.
Na manhã desta sexta-feira (9), a maioria dos embaixadores dos países-membros da UE aprovou o acordo. No entanto, ainda é necessária a votação oficial no Conselho Europeu, prevista para ocorrer ainda hoje. A percepção de aprovação baseia-se nas declarações dos embaixadores durante reunião em Bruxelas, iniciada às 11h (7h em Brasília). Os votos serão anunciados às 17h (13h no horário de Brasília).
Com a aprovação, o tratado comercial deve ser assinado na próxima semana entre os dois blocos. Apesar de ainda depender do aval do Parlamento Europeu e dos Congressos Nacionais dos países do Mercosul, a expectativa é que os consumidores brasileiros sintam o impacto positivo nos preços.
Resultado de 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, o acordo é considerado histórico por criar uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias dos blocos somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).
Para os países sul-americanos, o acordo representa uma oportunidade de ampliar a demanda externa para a indústria agrícola. Já para os europeus, a maior abertura do mercado brasileiro e dos vizinhos poderá impulsionar a indústria manufatureira.
Azeite, vinho, queijo e chocolates
Confira alguns exemplos de produtos europeus que devem chegar mais baratos ao Brasil nos próximos anos:
Azeite: atualmente paga 10% de tarifa, que será reduzida gradualmente até chegar a zero.
Vinho: atualmente paga 35% de tarifa, que será eliminada de forma gradual.
Outras bebidas (exceto vinho): hoje pagam até 35% de tarifa, que também será reduzida até zero.
Chocolate: atualmente paga 20% de tarifa, que será zerada de forma progressiva.
Queijo: atualmente paga 28% de tarifa, que será eliminada até o limite de uma cota de 30 mil toneladas.
Leite em pó: atualmente paga 28% de tarifa, que será zerada até uma cota de 10 mil toneladas.
Fórmula para bebês: atualmente paga 18% de tarifa, que será reduzida a zero até uma cota de 5 mil toneladas.
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