Finanças

Governo acompanha ofensiva contra o Banco Central nas redes sociais no caso Master

Objetivo é evitar que a repercussão do episódio prejudique a imagem do governo, como ocorreu na crise do Pix

Agência O Globo - 09/01/2026
Governo acompanha ofensiva contra o Banco Central nas redes sociais no caso Master
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo federal intensificou o monitoramento de notícias falsas que circulam nas redes sociais sobre a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) acompanha de perto os perfis que lideram os ataques ao BC e manifestam apoio à instituição financeira liquidada.

Com a crescente repercussão do caso nas últimas semanas, o objetivo do governo é analisar as publicações para identificar possíveis impactos à sua imagem institucional.

Esse tipo de monitoramento já faz parte da rotina da gestão de Sidônio Palmeira, especialmente após a onda de desinformação sobre o Pix no início do ano. Na ocasião, a pressão das redes levou o governo a revogar uma portaria que alterava regras da Receita Federal.

Agora, diante do caso Master, a Secom busca calibrar o posicionamento oficial para evitar que a polêmica respingue negativamente no governo.

Influenciadores contratados

Segundo revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, influenciadores foram contratados para levantar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo Banco Central — conhecido como “projeto DV”, em referência ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição. Os contratos com influenciadores teriam alcançado valores de até R$ 2 milhões.

Nesta quinta-feira, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu a inspeção presencial no Banco Central que ele mesmo havia determinado para apurar os procedimentos adotados na liquidação extrajudicial do Banco Master, realizada em novembro.

A suspensão ocorreu após o Banco Central apresentar um embargo de declaração, questionando a competência do ministro para autorizar, individualmente, uma inspeção dessa magnitude. O BC argumenta que esse tipo de diligência deve ser aprovado por um órgão colegiado do TCU.