Finanças

Governo Lula acompanha ofensiva nas redes contra o Banco Central no caso Master

Objetivo é evitar que o episódio prejudique a imagem do governo, como ocorreu na crise envolvendo o Pix

Agência O Globo - 08/01/2026
Governo Lula acompanha ofensiva nas redes contra o Banco Central no caso Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: © Foto / Ricardo Stuckert / PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou o monitoramento de notícias falsas e ataques nas redes sociais direcionados à atuação do Banco Central no caso Master.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) acompanha de perto os perfis que lideram os compartilhamentos de críticas ao BC e de apoio ao Banco Master. Com a repercussão do caso nas últimas semanas, o objetivo é entender se o tema pode, de alguma forma, impactar negativamente a imagem do governo federal.

Esse tipo de monitoramento já é uma prática da gestão de Sidônio Palmeira, especialmente após a onda de desinformação sobre o Pix no início do ano. Na ocasião, a pressão das redes levou o governo a recuar e revogar uma portaria da Receita Federal que atualizava regras do sistema.

No atual contexto, com o foco voltado para o caso Master, a Secom busca calibrar o posicionamento oficial, evitando que o episódio respingue na reputação do governo.

Segundo revelou a colunista do O GLOBO, Malu Gaspar, influenciadores digitais foram mobilizados para levantar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo Banco Central — o chamado “projeto DV”, referência ao proprietário da instituição, Daniel Vorcaro.

Nesta quinta-feira, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu a inspeção presencial no Banco Central que ele mesmo havia determinado para apurar os procedimentos adotados na liquidação extrajudicial do Banco Master, realizada em novembro.

A suspensão ocorreu após o Banco Central apresentar um embargo de declaração, questionando a competência do ministro para autorizar, de forma individual, uma inspeção desse porte. O BC argumenta que a decisão deveria ser tomada por um órgão colegiado do TCU.