Finanças
Preço da cesta básica aumenta em 17 capitais, aponta Dieese
São Paulo (R$ 845,95), Florianópolis (R$ 801,29) e Rio de Janeiro (R$ 792,06) apresentaram os maiores valores da cesta
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) registrou aumento no preço da cesta básica em 17 das 27 capitais analisadas em dezembro de 2025, em comparação com o mês anterior. O encarecimento dos alimentos foi mais expressivo em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). No Rio de Janeiro, a variação foi de 1,03%.
Em relação ao custo total, São Paulo liderou como a capital com a cesta básica mais cara (R$ 845,95), seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Por outro lado, nove capitais registraram redução nos valores. As maiores quedas ocorreram na região Norte: Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Comportamento dos preços
Carne bovina: O preço subiu em 25 das 27 capitais analisadas, com destaque para Maceió (4,50%), Belo Horizonte (3,49%) e Manaus (3,06%). Apenas Boa Vista (-0,59%) e Curitiba (-0,06%) apresentaram queda. Segundo o Dieese, a oferta restrita e o aumento da demanda interna e externa explicam a alta.
Leite integral: O produto ficou mais barato em 22 capitais, com quedas entre -5,61% (Curitiba) e -0,69% (Recife). Boa Vista e Macapá tiveram aumentos de 3,28% e 0,26%, respectivamente. O valor permaneceu estável em Palmas, Aracaju e Maceió.
Arroz agulhinha: Em 23 cidades, o preço caiu, principalmente em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). Houve elevação em Recife (2,36%) e Manaus (1,04%).
Café: O preço diminuiu em 20 capitais, com destaque para Palmas (-3,35%). Em sete capitais houve alta, especialmente em Manaus (3,97%). A redução das exportações, devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, contribuiu para a queda do valor.
Óleo de soja: Houve redução em 17 capitais, sendo Belo Horizonte (-6,68%) e São Luís (-5,90%) as principais baixas. Oito cidades registraram aumento, com Belém liderando (3,54%).
Salário mínimo: Com base no preço da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o piso nacional de R$ 1.518 vigente até o ano passado.
Em dezembro, para adquirir os produtos da cesta básica, o brasileiro precisou trabalhar, em média, 98 horas e 41 minutos nas 27 capitais analisadas, tempo um pouco superior ao mês anterior (98 horas e 31 minutos).
Considerando o salário mínimo líquido, após desconto de 7,5% para a Previdência Social, o trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu, em média, 48,49% da renda para adquirir a cesta básica nas capitais analisadas. Em novembro, esse percentual foi de 48,41%.
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