Finanças
Brasil terá injeção de R$ 110 bilhões com isenção do IR e reajuste do salário mínimo em 2026, diz ministro do Trabalho
Aumento do piso nacional vai beneficiar 61,9 milhões de brasileiros
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (7) que mudanças no Imposto de Renda (IR) e o reajuste do salário mínimo irão injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026. A declaração foi feita durante o programa 'Bom dia, Ministro', da EBC.
Segundo Marinho, "a soma dos dois (ajustes) injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira, ou seja, mais de R$ 10 bilhões por mês que acrescenta no consumo".
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apenas o aumento do piso salarial de R$ 1.518 para R$ 1.621 será responsável por injetar R$ 81,7 bilhões na economia. Aproximadamente 61,9 milhões de brasileiros terão seus rendimentos diretamente impactados pelo novo piso. Entre eles, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 17,7 milhões, empregados; 10,7 milhões, trabalhadores autônomos; 3,9 milhões, empregados domésticos; e 383 mil empregadores.
O reajuste anual do salário mínimo considera o crescimento do PIB de dois anos anteriores e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Em relação ao Imposto de Renda, a partir deste mês, haverá isenção para 15 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil mensais, serão aplicados descontos progressivos. Esta medida deve injetar outros R$ 28 bilhões na economia.
"Você pega o teu holerite de janeiro — entre o fim deste mês e o início de fevereiro — e compara com o teu holerite de dezembro ou de novembro. Quanto você pagou de Imposto de Renda lá em novembro, dezembro, quanto você vai pagar em janeiro. Seguramente você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário, é real. Então você vai sobrar dinheiro aí do que você vinha recebendo para investir nas tuas necessidades, melhorar o que necessitar ou fazer uma poupança", explicou o ministro.
Baixo desemprego impulsiona expectativas
O otimismo em relação ao impacto das medidas é reforçado pelo resultado da taxa de desemprego, que atingiu 5,2% em novembro — o menor índice desde 2012, início da série histórica do IBGE.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil superou a marca de 5 milhões de empregos com carteira assinada.
"Contrariando os ditos especialistas de mercado, que olhavam lá em 2023 e diziam que o Brasil não crescia, cresceria na ordem de 0,5%, 0,7%, cresceu 3,2%. Em 2024, que cresceria 1,5%, 1,7%, cresceu 3,4%. Agora de novo, crescimento e este ano de novo vai crescer. E crescendo o PIB, seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027”, detalhou Marinho.
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