Finanças
Alckmin prevê aumento das exportações de petróleo em 2026, apesar de crise na Venezuela
Petróleo permanece como principal produto da pauta exportadora em 2025, com vendas de US$ 44,6 bilhões no ano passado
O governo federal projeta crescimento nas exportações de petróleo brasileiro em 2026, impulsionado principalmente pelo aumento da produção no pré-sal. A informação foi apresentada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
Segundo Alckmin, o petróleo deve permanecer como o principal item da pauta exportadora nacional neste ano. “Então o primeiro é petróleo, e deve crescer, não pela margem equatorial, mas sim pelo pré-sal. Então há uma expectativa de crescimento do petróleo em relação ao pré-sal”, afirmou durante coletiva sobre os dados da balança comercial brasileira de 2025.
O vice-presidente minimizou possíveis impactos da crise na Venezuela sobre o desempenho do petróleo brasileiro no mercado internacional no próximo ano. Apesar de a Venezuela possuir uma das maiores reservas de petróleo do mundo, Alckmin ressaltou que mudanças significativas dependem de investimentos e de fatores geopolíticos. “A Venezuela tem uma grande reserva de petróleo, mas essas coisas não são feitas em 24 horas, é preciso haver investimento. Claro que o preço do barril de petróleo é geopolítica, guerra, conflito. Vale mencionar que o FEB exclui do centro da meta da inflação o preço do petróleo, porque isso não depende de taxa de juros, depende de geopolítica global”, avaliou.
Alckmin ainda destacou o desejo do governo brasileiro pela recuperação econômica da Venezuela. “Nós torcemos pela Venezuela, que possa se recuperar, crescer, aumentar sua importação, sua exportação, todo mundo torce para que o país possa se recuperar. Foi uma das economias mais pujantes da América do Sul durante a década de 1970”, completou.
Exportações
De acordo com dados apresentados nesta terça-feira, o petróleo manteve-se como o principal produto da pauta exportadora brasileira em 2025, totalizando US$ 44,6 bilhões em vendas no ano passado, mesmo com uma leve queda de 0,65% em relação a 2024.
Apesar das expectativas em torno da exploração da Margem Equatorial, a principal fonte do petróleo brasileiro em 2026 seguirá sendo o pré-sal. Em 2024, a Petrobras anunciou uma de suas maiores descobertas do ano ao identificar petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, no bloco Aram.
A estimativa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é de que o bloco Aram contenha cerca de 29 bilhões de barris de petróleo in place, volume considerado excepcional por técnicos do órgão. Especialistas do setor apontam que, em geral, entre 20% e 30% desse volume é efetivamente produzido ao longo da vida útil do campo. Para efeito de comparação, a Petrobras encerrou 2024 com reservas provadas de 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).
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