Finanças
Receita Federal não vai tributar movimentações financeiras acima de R$ 5 mil; entenda as mudanças
A partir de 2026, quem recebe até R$ 5 mil mensais ficará isento do Imposto de Renda. Veja o que muda.
Movimentações financeiras acima de R$ 5 mil não serão tributadas em 27,5% a partir de 2026, ao contrário do que afirmam notícias falsas nas redes sociais. A Receita Federal esclarece que transações financeiras não são alvo de taxação no Brasil.
Como funciona o Imposto de Renda atualmente?
O Imposto de Renda é cobrado de brasileiros com rendimento anual acima de R$ 60 mil (ou mais de R$ 5 mil mensais), seguindo uma tabela progressiva de alíquotas que chega até 27,5%. Para trabalhadores com carteira assinada, o desconto é feito diretamente na fonte. Para os demais, a declaração anual é obrigatória.
O que muda em 2026?
A partir de 2026, pessoas com rendimento mensal de até R$ 5 mil ficarão isentas do Imposto de Renda. Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá redução na alíquota. Segundo o governo, mais de 15 milhões de pessoas serão beneficiadas.
Movimentações financeiras acima de R$ 5 mil serão tributadas?
Não. A Receita Federal afirma que não há previsão legal para tributar transações financeiras dessa natureza, e a Constituição Federal não permite tal cobrança. Informações que circulam nas redes sociais sobre essa possível taxação são falsas.
Quem não declarar movimentações financeiras pode ser multado?
Não. Não existe multa de 150% para quem não declarar movimentações financeiras acima de R$ 5 mil, como sugerem postagens falsas. A Receita Federal desmente essa informação.
Já existe faixa de isenção em vigor?
Sim. Desde maio de 2025, quem recebe até R$ 2.428,80 por mês está isento do IR. Na prática, a isenção chega a R$ 3.036 mensais, graças a um desconto simplificado de R$ 607,20, o que zera o imposto para quem ganha até dois salários mínimos.
Quem recebe mais de R$ 7.350 mensais terá mudanças?
Não. Para esses contribuintes, a tributação segue as regras atuais da tabela do Imposto de Renda, com alíquota máxima de 27,5%.
Como será compensada a perda de arrecadação com a nova faixa de isenção?
Para compensar a redução de cerca de R$ 31,2 bilhões na arrecadação em 2026, será criado um imposto mínimo para contribuintes de alta renda. Essa taxação inclui lucros e dividendos, inclusive enviados ao exterior, com previsão de arrecadação de R$ 34,1 bilhões.
Como funcionará a tributação da alta renda?
O imposto mínimo incidirá sobre quem recebe mais de R$ 600 mil ao ano (R$ 50 mil mensais), com alíquotas de até 10% para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão anuais. A estimativa é de que 141 mil contribuintes sejam abrangidos pela medida.
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