Finanças
Desemprego atinge menor nível histórico e renda dos trabalhadores cresce em novembro
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, divulgados nesta terça-feira
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% em novembro de 2023, alcançando o melhor resultado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30).
O resultado surpreendeu analistas, que projetavam estabilidade em 5,4%. Em outubro, o índice já havia registrado o menor patamar da série, agora superado pelo novo recorde.
No mesmo dia, o Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que reúne informações sobre empregos formais, com carteira assinada, a partir dos dados fornecidos pelas empresas ao governo.
No trimestre encerrado em novembro, o Brasil registrou 5,644 milhões de pessoas desempregadas, ou seja, buscando trabalho. Este é o menor número absoluto já apurado pela pesquisa.
O contingente de pessoas ocupadas também bateu recorde, chegando a 103 milhões. Com isso, o nível de ocupação atingiu o maior percentual da série: 59,0%.
De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad, "a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação".
Renda dos trabalhadores também atinge recorde
O aumento da ocupação impactou positivamente a renda média dos trabalhadores, que alcançou R$ 3.574 — crescimento de 1,8% no trimestre e de 4,5% em relação ao mesmo período de 2022.
Esse avanço foi puxado principalmente pelo aumento do rendimento nos setores de Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.
A massa de rendimento real habitual também atingiu recorde, chegando a R$ 363,7 bilhões, com alta de 2,5% (mais R$ 9 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.
Segundo a coordenadora da pesquisa, "os ganhos quantitativos no mercado de trabalho, por meio dos recordes de população ocupada, têm sido acompanhados por elevação do rendimento médio real recebido por essa população ocupada crescente. A combinação de expansão do trabalho e da renda impulsionam a massa de rendimento do trabalho na economia".
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