Finanças
Congresso mantém vetos de Lula e só derruba isenção de taxas para a Embrapa
Acordo foi articulado por líderes partidários nesta quarta-feira
O Congresso Nacional manteve, nesta quinta-feira, quatro dos cinco vetos apresentados pelo governo Lula. O único veto derrubado foi referente ao projeto que isenta a Embrapa do pagamento de taxas e contribuições cobradas por órgãos reguladores. A decisão representou uma vitória para o Palácio do Planalto, que conseguiu preservar pontos considerados sensíveis nas áreas social e econômica, como as regras do Bolsa Família e o dispositivo sobre o uso de recursos de multas para financiar a CNH Social.
O único revés para o governo ocorreu na pauta ruralista. Com a derrubada do veto total, a Embrapa ficará dispensada do pagamento de taxas relativas a pedidos de registro e proteção de experimentos, tecnologias e produtos desenvolvidos pela estatal.
O Planalto havia vetado a proposta argumentando que a renúncia não tinha impacto fiscal estimado e poderia comprometer a sustentabilidade financeira das atividades de fiscalização e regulação. No entanto, a bancada do agronegócio se mobilizou para reverter o veto, defendendo que os custos regulatórios encarecem a inovação e atrasam a chegada de novas tecnologias ao campo.
Nos demais temas, o governo obteve sucesso. Parlamentares mantiveram o veto ao dispositivo que flexibilizava regras do Bolsa Família e estabelecia salvaguardas operacionais para reativação do benefício. Também foi preservado o veto ao projeto que autorizava o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito para custear a CNH Social e instituía a transferência eletrônica de veículos e novas exigências de exame toxicológico.
Outra vitória relevante para o Planalto foi a manutenção do veto ao Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais. O dispositivo vetado previa a divulgação pública do nome e do CPF de condenados por crimes sexuais, mas foi barrado pelo governo sob justificativa de conflito com a Lei Geral de Proteção de Dados. A pressão de bancadas da segurança e grupos de proteção infantil não foi suficiente para reverter o veto.
Também foi mantido o veto ao projeto que alterava regras remuneratórias internas da Câmara, por meio da consolidação da VPNI de servidores ativos, inativos e pensionistas — tema tratado como de autonomia administrativa pela Casa, mas cuja reversão não prosperou.
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