Finanças
Banco Central lança ferramenta para bloquear abertura de contas e reforçar combate a fraudes
Nova solução exige ativação pelo próprio consumidor e funciona como camada extra de proteção contra golpes de identidade
O Banco Central (BC) lançou nesta segunda-feira (data) o BC Protege+, um sistema que permite que pessoas físicas e jurídicas bloqueiem a abertura de contas bancárias em seus nomes. A iniciativa responde ao aumento de fraudes em que criminosos usam dados pessoais para criar contas ou contratar serviços financeiros sem autorização das vítimas.
Com o BC Protege+, ao ativar a proteção, bancos e instituições financeiras ficam impedidos de abrir contas vinculadas ao CPF ou CNPJ informado. A restrição vale para contas-correntes, poupança e contas de pagamento pré-pagas — inclusive em instituições nas quais o cliente já possui relacionamento.
A ferramenta chega em meio ao crescimento dos relatos de contas abertas sem consentimento, impulsionados por vazamentos de dados, golpes digitais e falsificação de documentos.
Como funciona a proteção
Para utilizar o Protege+, o usuário deve acessar a área logada do Meu BC, utilizando uma conta gov.br de nível prata ou ouro. A ativação é imediata. Sempre que um banco tentar abrir nova conta, será obrigatório consultar o sistema antes de concluir o processo.
Se a proteção estiver habilitada, a instituição financeira deverá recusar a abertura e notificar o consumidor. Caso o próprio usuário deseje abrir uma conta, basta desativar temporariamente o bloqueio, podendo inclusive programar uma data para reativação automática da proteção.
O sistema também disponibiliza um histórico das consultas feitas por bancos ao CPF ou CNPJ do usuário, permitindo acompanhar tentativas de abertura e identificar eventuais ações suspeitas.
Empresas também podem aderir
No caso de pessoas jurídicas, a proteção pode ser ativada por sócios, representantes legais ou colaboradores cadastrados no gov.br. Para que uma conta empresarial seja aberta, todos os responsáveis precisam estar com a proteção de seus CPFs desativada.
Medida reforça, mas não substitui, checagens obrigatórias
O Banco Central ressalta que o Protege+ é uma camada adicional de segurança, mas não substitui as verificações obrigatórias. As instituições financeiras permanecem responsáveis por confirmar a identidade dos clientes, checar documentos e cumprir todas as normas de segurança previstas na legislação.
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