Finanças
Mesmo com novas isenções, maioria das exportações para os EUA ainda paga tarifas
Apesar da ampliação das isenções anunciada pelo governo Trump, 62,9% dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos seguem sujeitos a taxas de até 50%, aponta levantamento da CNI.
A decisão do governo de Donald Trump de ampliar as isenções ao tarifaço, contemplando 238 categorias de produtos, é vista como um avanço nas relações comerciais e um gesto de boa vontade dos Estados Unidos em relação ao Brasil. No entanto, 62,9% das exportações brasileiras para o mercado americano continuam sujeitas a algum tipo de tarifa, que varia entre 10% e 50%. Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
Com a ampliação dos produtos isentos da tarifa de 40%, 37,1% das exportações brasileiras para os EUA — o equivalente a US$ 15,7 bilhões — passaram a ficar livres de taxas adicionais. Entre os itens beneficiados estão café, carne, castanhas e frutas.
Segundo a CNI, pela primeira vez desde agosto, o volume exportado sem sobretaxas supera o que está sujeito à tarifa cheia, de 50%. Atualmente, 32,7% das vendas brasileiras aos EUA ainda enfrentam a tarifa máxima, conforme o estudo, que utiliza dados de 2024, anteriores à implementação do tarifaço.
Entre os setores mais afetados pelas tarifas elevadas permanecem as indústrias de máquinas e equipamentos, calçados, móveis e siderurgia.
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