Finanças
Setor de carnes celebra fim de tarifa de 40% dos EUA e destaca estabilidade no comércio internacional
Presidente dos EUA reverte tarifas adicionais impostas a produtos brasileiros, incluindo carne bovina, café e frutas
A decisão dos Estados Unidos de suspender as tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, anunciada nesta quinta-feira pelo presidente Donald Trump, foi recebida com otimismo pelo setor de carnes. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou que a reversão "reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira".
Segundo a entidade, a medida resulta do "diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo". A ABIEC destacou ainda que seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais.
A suspensão das tarifas beneficia, além da carne bovina, produtos como tomate, café, banana, açaí e castanha de caju. Alguns itens, como tomate e manga, terão regime especial, com isenção da tarifa adicional em períodos específicos do ano.
Confira alguns dos produtos agora isentos da tarifa adicional:
Café
Carne bovina
Açaí
Banana
Castanha de caju
A medida foi tomada após encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em outubro, e passa a valer para mercadorias embarcadas a partir de 13 de novembro.
No último dia 14, Trump já havia retirado a tarifa recíproca de 10% — implementada globalmente pelos EUA em abril — sobre produtos agrícolas importados e não produzidos em território americano, o que beneficiou o agronegócio brasileiro ao incluir café, carne bovina, banana e outros itens.
A taxação adicional de 40%, que se somava à tarifa recíproca e estava em vigor desde agosto, havia sido justificada por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência, de 1974.
A suspensão das tarifas foi adotada com o objetivo de reduzir custos para o consumidor americano, em resposta à derrota do governo nas eleições locais deste mês. A decisão também representa um reconhecimento implícito de que a política tarifária anterior pressionou os preços internos nos Estados Unidos.
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