Finanças
Redução de tarifas afeta 11% das exportações para os EUA e reforça necessidade de acordo, aponta CNI
Estudo preliminar destaca que taxa punitiva de 40% permanece em vigor para 76 produtos da lista divulgada por Trump
Uma análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que uma recente redução de tarifas sobre algumas commodities brasileiras afetou 11% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, movimentando cerca de US$ 4,6 bilhões . Na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a eliminação de tarifas para produtos como carne bovina, tomate, café, banana, açaí e outros itens agrícolas.
Apesar do rompimento tarifário, o Brasil ainda enfrenta uma tarifa punitiva de 40% sobre 76 produtos, conforme lista divulgada pelo governo norte-americano. Segundo a CNI, a manutenção dessa tarifa ressalta a necessidade urgente de negociação por parte do governo brasileiro, já que concorrentes sem essa sobretaxa têm vantagens no mercado americano.
A decisão do governo dos EUA busca reduzir custos ao consumidor local, em resposta à recente derrota eleitoral da Casa Branca. A medida também sinaliza um reconhecimento de que a política tarifária de Trump elevou os preços internos.
De acordo com a CNI, a retirada das tarifas recíprocas de 10% para 238 produtos agrícolas beneficia 80 itens exportados pelo Brasil. “É fundamental negociar rapidamente um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em melhores condições no principal destino das exportações industriais do país”, afirmou Ricardo Alban, presidente da entidade.
Entre os produtos isentos de tarifa adicional de 10% estão carne, café, hortaliças, cera de carnaúba, frutas cítricas, castanha-do-Pará, suco de laranja, fertilizantes e produtos químicos agrícolas. Entretanto, apenas quatro desses itens são totalmente livres de tarifas. Os demais 76 permanecem sujeitos à tarifa de 40%, resultado de decisão tomada por Trump em meio a divergências relacionadas às políticas do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Integrantes da equipe econômica do governo Lula consideraram a decisão americana positiva, porém insuficiente. Os técnicos destacam que a tarifa sobre produtos brasileiros foi reduzida apenas em 10 pontos percentuais, passando de 50% para 40%.
Segundo dados do governo dos EUA, os consumidores americanos pagaram quase 20% a mais pelo café em setembro, na comparação com o ano anterior. Já as exportações brasileiras de café para os EUA despencaram: entre agosto e o fim de outubro, houve queda de 51,5% em relação ao mesmo período de 2024, conforme o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
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