Finanças
Alckmin considera positiva a redução de tarifas por Trump e diz que governo buscará novos cortes
Vice-presidente destaca avanço nas exportações brasileiras sem tarifa e afirma que país seguirá negociando novos benefícios comerciais
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (dados não informados) que a redução de tarifas anunciada por Donald Trump foi "positiva" para o Brasil e que o governo continuará empenhado em conquistar novos cortes tarifários.
— Foi positivo e vamos continuar trabalhando — declarou Alckmin, no Palácio do Planalto. — Nós temos com tarifa zero 23% das exportações brasileiras, US$ 40 bilhões. Com essa decisão, aumentou para 26% a exportação brasileira sem alíquota.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado que novas reduções tarifárias podem não ser permitidas. A declaração foi feita após o republicano eliminar as tarifas recíprocas sobre o Brasil, de 10%.
Entenda o contexto:
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— Não acho que será necessário (novas reduções em tarifas). Nós apenas relembramos um pequeno retorno quando alguns alimentos, como o café, por exemplo, que estavam com os preços um pouco altos. Agora, eles vão ficar mais baixos em um período muito curto — afirmou Trump, ao ser questionado por um repórter se novas reduções de tarifas estavam em estudo.
As declarações foram feitas a bordo do Air Force One, a comissão presidencial, durante o voo entre Washington e a Flórida, onde Trump passou o fim da semana.
Na sexta-feira, o presidente americano anunciou a retirada da tarifa de 10% para carne bovina, tomate, café, banana, açaí e outros produtos agrícolas brasileiros. A medida visa diminuir os custos para o consumidor americano, em uma tentativa da Casa Branca de reagir à derrota nas eleições locais do início deste mês.
A decisão também representa um reconhecimento implícito de que a política tarifária de Trump pressionou os preços nos Estados Unidos.
No caso do Brasil, as tarifas recíprocas determinadas em abril eram de 10%. Em julho, foi anunciada uma sobretaxa de 40%. O problema, neste caso, será limitado a 10% das taxas recíprocas.
O Brasil, principal fornecedor de café aos EUA, ficou sujeito à tarifa recíproca de 10%. Em julho, foi anunciada uma tarifa “punitiva” de 40%, que entrou em vigor em agosto, elevando a sobretaxa dos produtos brasileiros para 50%.
Segundo um funcionário da Casa Branca, que falou sob condição de anonimato, os produtos agrícolas brasileiros abrangidos pelo decreto ainda enfrentarão uma tarifa adicional de 40%.
Documento divulgado no site da Casa Branca explica que a mudança foi motivada pelo "progresso significativo" alcançado pelo presidente em acordos bilaterais. Esses acordos, afirma o texto, "tiveram e continuarão a ter amplos impactos na produção nacional e na economia como um todo, incluindo acesso aprimorado a mercados para nossos exportadores agrícolas."
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