Finanças

Banco Central prepara alerta de golpe para transações suspeitas no Pix

Aplicativo exibirá mensagem questionando se usuário deseja realmente concluir a operação

Agência O Globo - 13/11/2025
Banco Central prepara alerta de golpe para transações suspeitas no Pix
- Foto: Reprodução

O Banco Central (BC) está desenvolvendo um alerta padronizado para casos de suspeita de golpe em transações via Pix. A informação foi divulgada pelo diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes, durante transmissão ao vivo que celebrou os cinco anos do sistema de pagamentos instantâneos.

Segundo Gomes, o novo recurso funcionará da seguinte forma: se a instituição financeira identificar uma operação suspeita, uma tela adicional será exibida ao usuário durante o processo, questionando se ele realmente deseja prosseguir com a transação.

“Se você vai fazer uma transação e a sua instituição percebe que aquilo é suspeito, haverá uma maneira uniformizada de apresentar uma tela extra durante o procedimento”, explicou o diretor.

O BC também trabalha na automatização de processos para reforçar a segurança contra fraudes, incluindo o bloqueio automático de transferências quando o destinatário for uma conta marcada como fraudulenta no banco de dados do Pix.

“Se uma chave está marcada como fraudulenta no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), a transferência será automaticamente bloqueada”, destacou Gomes.

Essas medidas surgem em resposta ao aumento dos ataques hackers ao sistema Pix, que já resultaram no desvio de valores milionários.

“Os pontos vulneráveis da cadeia estão muito mais monitorados. Temos reforçado a fiscalização e estamos mais rigorosos com as instituições participantes do Pix que não atendam aos requisitos de capital ou patrimônio líquido”, afirmou Gomes durante a live.

No fim de outubro, a Polícia Federal, com apoio da Interpol, realizou a segunda fase da Operação Magna Fraus. A ação mirou um grupo criminoso responsável por um ataque hacker que, em julho, desviou mais de R$ 813 milhões de contas de reservas mantidas por instituições financeiras para operacionalizar transferências via Pix.