Finanças
Câmara votará outro projeto sobre gratuidade de bagagem de mão, ignorando texto que passou no Senado, diz Motta
Presidente da Casa confirmou que a proposta pode ir à plenário ainda hoje; relator está alinhado na previsão
Nesta terça-feira (dia 28), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que os parlamentares devem votar ainda hoje o projeto que proíbe a cobrança pela bagagem de mão em voos comerciais, ignorando um texto semelhante já aprovado no Senado.
A proposta escolhida por Motta é relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e foi incorporada à pauta do esforço concentrado desta semana.
— Respeitamos a dinâmica do Senado, mas nada altera nossa vontade de votar hoje o texto do Neto Carletto. Tendo a proposta finalizada, vamos votar — disse Motta pela manhã. Ao EXTRA, Carletto confirmou a previsão.
O projeto em questão é de autoria do deputado Da Vitória (PP-ES), que assegura ao passageiro o direito de transportar gratuitamente uma mala de mão de até dez quilos e um item pessoal (como bolsa ou mochila) sem cobrança adicional pelas companhias aéreas. O texto ganhou regime de urgência na semana passada.
Resposta
A medida é uma resposta à insatisfação crescente de passageiros com as tarifas “light” — modalidade criada por empresas, que muitas vezes são exclui a mala de mão da franquia gratuita. A cobrança passou a ser permitida após resolução da Anac de 2017, que extinguiu o transporte gratuito automático. Na época, o governo e as companhias alegaram que a mudança ajudaria a baratear as passagens, argumento que os deputados alegam não ter se confirmado.
O texto relatado por Carletto restabelece a gratuidade e define parâmetros para peso e dimensão da bagagem, além de prever sanções administrativas às companhias que descumprirem a regra. O relator também estuda incluir em seu parecer uma regulamentação sobre o transporte de mala despachada, a depender da negociação com a Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos.
Versão semelhante
A decisão de Motta de avançar com um projeto próprio contraria a tramitação do Senado, que já havia aprovado uma versão semelhante, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). A proposta foi votada na CCJ do Senado no dia seguinte à aprovação da urgência na Câmara, marcando uma disputa entre as casas.
Líderes da base admitem que há uma disputa de protagonismo entre deputados e senadores. Motta, por sua vez, tem apostado em pautas de apelo direto ao eleitor para recuperar capital político e fortalecer a imagem da Câmara, após o desgaste da PEC da Blindagem.
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