Finanças
Em crise financeira, Correios devem ter trocas na diretoria
Dirigentes ligados ao PT podem deixar a empresa após a troca de comando na estatal deficitária
A recente troca de comando nos Correios deve ser acompanhada por mudanças nas diretorias da estatal. Mas em movimento inverso ao que tem sido feito pelo Palácio do Planalto, que está exonerando dos cargos indicados do Centrão, a estratégia é manter na empresa pessoas apoiadas pelo bloco.
Polêmica de volta:
Benefícios sociais:
Segundo interlocutores, o plano é retirar da cúpula dirigentes ligados ao PT, a exemplo do ex-presidente Fabiano Silva, do grupo Prerrogativas, demitido no final de setembro.
Ele foi substituído por Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil (BB). De perfil técnico, Emmanoel tem o apoio do Centrão para a missão de reestruturação da empresa.
CNU 2025:
Deverão deixar os cargos três diretores: de Governança e Estratégia, Juliana Picoli Agatte; de Gestão de Pessoas, Getúlio Marques Ferreira (ambos ligados ao PT); e de Operações, Sérgio Kennedy Soares Freitas, apoiado pelo Podemos.
Eles devem ser substituídos por Luiz Cláudio Ligabue; Natália Teles da Mota, atual diretora-executiva da Escola Nacional de Administração Pública (Enap); e José Marcos Gomes, que foi superintendente dos Correios em São Paulo durante o governo de Jair Bolsonaro.
'Impacto administrativo':
A estratégia do governo é tentar imprimir uma gestão mais profissional para o Correios, que enfrenta uma crise financeira sem precedentes. Segundo interlocutores do Planalto, havia uma enorme insatisfação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o desempenho do ex-presidente, que não conseguiu implementar o plano de reestruturação da empresa, com corte de gastos.
Além disso, ele teria demorado a alertar o governo sobre a situação financeira da empresa que precisa de aporte de R$ 20 bilhões para fechar as contas neste e no próximo ano.
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