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Medalhista olímpico é condenado por violência sexual em grupo na Itália

Antonino Pizzolato pegou cinco anos e quatro meses de prisão

Redação ANSA 07/07/2026
Medalhista olímpico é condenado por violência sexual em grupo na Itália
Antonino Pizzolato pegou cinco anos e quatro meses de prisão - Foto: ANSA

Um tribunal italiano condenou o halterofilista Antonino Pizzolato, medalhista de bronze nas Olimpíadas de 2020 e 2024, a cinco anos e quatro meses de prisão por violência sexual em grupo contra uma turista finlandesa.

A mesma pena foi aplicada aos demais réus: Claudio Tutino, de 35 anos; Davide Lupo, de 31; e Stefano Mongiovì, de 30. Os promotores, contudo, haviam pedido uma condenação de 10 anos de prisão para todos os envolvidos.

"É uma decisão que acolhemos com respeito e profunda satisfação, pois devolve a centralidade à voz da vítima, à sua dor, à sua dignidade e à coragem com que ela enfrentou o processo. Em casos como este, não há vitórias absolutas; permanece o sofrimento de quem sofreu, mas hoje o Estado deu uma resposta clara", declarou Nicola Pellegrino, advogado da vítima.

O crime ocorreu em 2022, quando a turista finlandesa passava férias na Sicília com duas amigas. Entre o centro histórico de Trapani e algumas casas noturnas à beira-mar, ela conheceu o grupo de italianos. Após algumas horas juntos, as amigas retornaram ao hotel, enquanto a vítima decidiu permanecer com os quatro homens e foi até uma residência.

No imóvel, a mulher percebeu que um dos réus, Davide Lupo, a filmava com um celular enquanto ela beijava outro integrante do grupo e teria pedido que o vídeo fosse apagado. A partir daquele momento, segundo a acusação, os abusos ocorreram.

No tribunal, a jovem relatou que adormeceu no sofá e, em seguida, acordou em estado de choque e medo, optando por não reagir por receio. Os episódios de violência só teriam cessado quando ela pediu para ser acompanhada de volta ao hotel onde estava hospedada.

A defesa, por outro lado, baseou-se no vídeo gravado por um dos réus, interpretado como prova da participação consciente da mulher nas relações sexuais. A tese, porém, foi rejeitada pelo tribunal, que considerou comprovada a ausência de consentimento livre e consciente.

Além das duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos, Pizzolato foi tricampeão europeu e é um dos principais nomes do levantamento de peso italiano.