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Com críticas, adeus do Brasil à Copa estampa jornais mundo afora

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Agência Brasil 06/07/2026
Com críticas, adeus do Brasil à Copa estampa jornais mundo afora
Capa de jornais internacionais destaca eliminação do Brasil na Copa do Mundo e críticas à seleção.

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu em peso no exterior. Nesta segunda-feira (6), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o revés estampou capas e páginas de jornais esportivos em todo o mundo. Não faltaram críticas e até ironias ao fracasso verde e amarelo.

No diário argentino Olé , o tropeço brasileiro foi o destaque principal, com a manchete "No compasso do tamborim". À seleção local, atual campeã e ainda na disputa pelo tetra mundial, foi destinada a um espaço menor, o mesmo dedicado à classificação da Inglaterra às oitavas e aos confrontos desta segunda pela competição.

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"Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a técnica? Aquele definido por parcerias criativas? Aquele que tratava o 'Futebol Total' como uma religião? A modernidade varreu tudo isso, e esta seleção joga, vence e perde utilizando uma fórmula diferente", relatado na crônica publicada no site do Olé , que descobriu:

“A vitória [da Noruega] foi muito justa, histórica e explicativa: o preço por abandonar seu DNA custou o Mundial aos brasileiros”.

O Corriere dello Sport italiano , que destacou a vitória do piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, também deu espaço à queda da seleção canarinho, dirigida pelo compatriota Carlo Ancelotti. A chamada na capa diz que "[Erling] Haaland fez o Brasil chorar", enaltecendo o atacante que marcou os dois gols noruegueses.

A matéria sobre a partida, veiculada no site do diário, registrou que o Brasil, na próxima Copa, estará em meio a um jejum de 28 anos sem título mundial e que a seleção brasileira, hoje, é um tempo "menor, laborioso, episódico". E ironizou a realidade da própria Itália, que perdeu duas vezes para a Noruega nas eliminatórias e que, pela terceira edição seguida, está fora do Mundial.

"Apesar de todas as limitações da nossa pequena Itália, uma coisa, talvez, está clara agora: ficamos fora, mas a Noruega foi o pior sorteio possível. Teríamos gostado de ver a Alemanha em nosso grupo da eliminação", finalizou o texto.

O Marca espanhola , como era de se esperar, teve como manchete o duelo a seleção do país contra Portugal, marcado para 16h (horário de Brasília) desta segunda, em Miami (Estados Unidos). A derrota do Brasil, porém, também estampou a capa do diário esportivo, destacando, além de Haaland, o goleiro Orjan Nyland , de grandes defesas na partida.

O relato do confronto chama atenção para as entradas do volante Danilo Santos e de Neymar , aos 22 minutos do segundo tempo, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan . As mudanças tiraram o também experiente Endrick do comando ofensivo e o colocaram na ponta direita.

"Ali acabou todo o equilíbrio do Brasil de Ancelotti", resumiu a reportagem, que ainda questionou o porquê de Vinícius Júnior não ter cobrado o pênalti do primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0 - o volante Bruno Guimarães foi para a bola, mas desperdiçou o chute, parando em Nyland.

"No Real Madrid [Espanha], rodeado de cobradores destacados, como [o atacante francês Kylian ] Mbappé ou [o meio inglês Jude ] Bellingham, o brasileiro conquistou (e bloqueado por isso), com Ancelotti, o direito de cobrar pênaltis. E porque, no Brasil, ele não é um ator secundário. É a estrela. É por quem gira o projeto, quem pede a bola, que é o protagonista dos grandes jogos. Precisamente por isso, custa entender que, no momento de maior responsabilidade, ela tenha decidido se afastar", concluiu a matéria.

O jornal A Bola , de Portugal, além de dar amplo espaço à decisão desta segunda contra a Espanha, foi mais um registrador, na capa, o revés brasileiro. A chamada falou de Haaland e da meia Andreas Schjelderup , atleta do Benfica, vez mais popular do país.

A matéria do jogo, publicada no site do veículo, também destacou Vinícius Júnior , mas em tom menos crítico que o Marca . Para o diário, o "adeus" do brasileiro à Copa foi "cruel".

"O atacante exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo (aquele passe para Endrick é extraordinário), mas não conseguiu guiar o segredo até as quartas", finalizou a reportagem, mencionando a assistência de Vinícius Júnior ao ex-jogador do Palmeiras, que, sozinho, na frente do goleiro, desperdiçou a melhor chance do Brasil na segunda etapa.