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Ancelotti ganha carta branca para mudar radicalmente e inicia ciclo rumo à Copa de 2030 sem Neymar e outros veteranos

Rodrigo Caetano confirma permanência do treinador italiano até o próximo Mundial e indica ampla renovação no elenco

Redação 06/07/2026
Ancelotti ganha carta branca para mudar radicalmente e inicia ciclo rumo à Copa de 2030 sem Neymar e outros veteranos
Carlo Ancelotti - Foto: © ANSA/Getty Images via AFP

A eliminação precoce da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, marcou também o início de uma profunda reformulação na equipe. Segundo o coordenador executivo da Seleção, Rodrigo Caetano, o técnico Carlo Ancelotti permanecerá no comando até a Copa do Mundo de 2030 e terá autonomia total para reconstruir o grupo.

A declaração confirma que a Confederação Brasileira de Futebol pretende dar continuidade ao trabalho do treinador italiano, mesmo após a frustrante campanha no Mundial. A estratégia é oferecer um ciclo completo de quatro anos para a formação de uma nova geração de jogadores.

Entre as principais mudanças está o fim do ciclo de alguns dos maiores nomes da Seleção nos últimos anos. De acordo com informações publicadas pelo jornalista Cosme Rímoli, jogadores como Neymar, Casemiro, Alisson Becker e Danilo não fazem mais parte do planejamento para o próximo Mundial. A avaliação leva em conta principalmente a idade que terão em 2030 e a necessidade de montar uma equipe mais intensa fisicamente.

A tendência é que Ancelotti aposte em atletas mais jovens, capazes de sustentar um modelo de jogo de maior velocidade, intensidade e força física, características que ficaram evidentes entre as seleções que avançaram na Copa.

Mesmo outros jogadores experientes ainda em atividade, como Alex Sandro, também não estariam nos planos do novo ciclo. Já atletas como Marquinhos, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Raphinha ainda podem permanecer, mas dependerão do desempenho ao longo dos próximos quatro anos.

A decisão representa o encerramento de uma das gerações mais vitoriosas individualmente, mas que não conseguiu conquistar a Copa do Mundo. No caso de Neymar, recordista de gols da Seleção Brasileira, a despedida ocorre após anos marcados por lesões e pela eliminação diante da Noruega, que o próprio atacante classificou como o fim de sua trajetória com a camisa amarelinha.

Agora, a missão de Ancelotti será conduzir uma nova geração em busca do hexacampeonato, encerrando um jejum que já dura desde 2002.