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Brasil busca romper tabus contra a Noruega em Copas do Mundo
Copa do Mundo 2026, Brasil, Noruega, Futebol
São Paulo - Além da classificação às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de dois tabus no jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos). A seleção canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandinava e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.
A Noruega é a única seleção entre as que o Brasil já enfrentou que nunca foi derrotada pela Amarelinha. Foram quatro partidas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico.
O primeiro embate ocorreu em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1 a 1. Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft, e o atacante Edmar, medalhista de prata na Olimpíada de Seul (Coreia do Sul), deixou tudo igual.
Comandada por Carlos Alberto Silva, a seleção brasileira contava com três nomes que se tornariam tetracampeões do mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega reunia jogadores cujos filhos integram a atual geração, como o goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt, e Goran Sorloth, cujo filho é o atacante Alexander Sorloth.
Os países voltaram a se encontrar em 30 de maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do tetra em 1994. Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a seleção dirigida por Zagallo levou 4 a 2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seus 1,93 metro.
Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da seleção norueguesa. Os negócios da família têm Ostenstad - que fez o quarto gol do triunfo nórdico - como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.
O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha. Pela última rodada da fase de grupos, em 23 de junho de 1998, o Brasil, sob o comando de Zagallo, saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada. Flo, "carrasco brasileiro", deixou tudo igual, e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretou a derrota por 2 a 1.
Passaram-se oito anos até que brasileiros e noruegueses se enfrentassem novamente, em 16 de agosto de 2006, em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen, e o também meia Daniel Carvalho garantiu o 1 a 1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time canarinho.
"Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir de motivação para que possamos tirar essa escrita. Esperamos que, nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes com a vitória", projetou o lateral brasileiro Douglas Santos em coletiva de imprensa na última sexta-feira (3).
Cinco Mundiais de jejum
Ganhar da Noruega neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do penta em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama (Japão), com dois gols do atacante Ronaldo. Esse jejum provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.
A sequência negativa começou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas quartas de final, o Brasil reencontrou a França, sedento para vingar o vice-campeonato de 1998. O problema é que o "carrasco" daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante. Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.
Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção brasileira teve pela frente a Holanda. No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem. Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso, e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2 a 1 em Port Elizabeth.
A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa. Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o penta, chegando às semifinais. Por outro, a inesquecível derrota por 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte. Os gols foram marcados por Toni Kroos (dois), Sami Khedira, Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (dois), enquanto o meia Oscar anotou para o time anfitrião.
Em 2018, na primeira Copa da "era Tite", nova eliminação nas quartas de final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 2 a 1 em Kazan (Rússia). O gol contra do volante Fernandinho e o tiro de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo. O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas não foi o suficiente.
Na Copa anterior, outra eliminação dolorosa nas quartas. Em Doha, o Brasil e a Croácia ficaram no 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A quatro minutos do fim, o atacante Bruno Petkovic igualou e levou a decisão para os pênaltis. Na marcação, os europeus levaram a melhor por 4 a 2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.
"Temos até conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores], pois muitos dos nossos jogadores passaram por isso. Mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história", sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em coletiva de imprensa na última sexta.
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