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Corinthians: Comissão de Ética dá parecer favorável a pedido de impeachment contra Stábile

Presidente do clube tem 10 dias para apresentar defesa antes de processo seguir para o Conselho Deliberativo

01/06/2026
Corinthians: Comissão de Ética dá parecer favorável a pedido de impeachment contra Stábile
Osmar Stábile - Foto: Reprodução / Instagram

A Comissão de Ética do Corinthians aprovou o parecer favorável à abertura do processo de impeachment contra o presidente Osmar Stábile. O dirigente terá um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa antes que o caso seja encaminhado ao Conselho Deliberativo. A informação foi divulgada pela Band e confirmada pelo Estadão.

O pedido de impeachment foi protocolado em abril por um grupo de conselheiros e sócios do clube. A principal motivação é uma suposta oneração irregular do Parque São Jorge. Em janeiro de 2026, o Corinthians firmou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Como garantia para o pagamento, a diretoria ofereceu o conjunto de imóveis que compõem a sede social do clube, avaliado em R$ 602,2 milhões. Os autores do pedido afirmam que esse ato violou o Artigo 3º do Estatuto Social, que exige aprovação de pelo menos 2/3 dos conselheiros em reunião convocada especificamente para este fim, rito que não teria sido cumprido.

O documento cita ainda “falta de transparência e descumprimento de deveres de gestão” por parte do diretório atual. Entre os pontos destacados estão a suposta omissão em responder a requisitos formais sobre temas como a manutenção da Neo Química Arena, a troca da administradora do fundo do estádio e a política de distribuição de ingressos. O pedido também menciona uma declaração do próprio presidente sobre a existência de "funcionários fantasmas" na folha de pagamento, o que pode indicar má gestão de recursos.

Outro aspecto apontado é o atraso na divulgação do balanço financeiro de 2025. Segundo os signatários, o documento deveria ter sido publicado até o fim de março de 2026, conforme determina a Lei das SA e o Estatuto do clube. A ausência de prestação de contas, argumentam, obrigam a fiscalização pelos órgãos de controle e pelos associados.

A política corintiana atravessa um momento de intensa turbulência. Na última segunda-feira, 25 de maio, o ex-presidente Andres Sánchez foi expulso por decisão do Conselho Deliberativo, com comemoração da torcida do lado de fora do Parque São Jorge, após ser considerado responsável pelo uso indevido do cartão corporativo do clube para despesas pessoais. Já na quinta-feira, 29, Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido e deixou as cargas que ocupavam nos órgãos internos do Corinthians.

Nesta segunda-feira, 1º, o Conselho Deliberativo do Corinthians volta a se reunir para votar a expulsão do ex-presidente Augusto Melo, em processo relacionado à tentativa de mudança no comando político em junho de 2025, soluções por opositores como tentativa de golpe. Melo já havia sido afastado da carga após sofrer impeachment, motivado por acusações de irregularidades em contrato de patrocínio, além de infrações à Lei Geral do Esporte e ao estatuto do clube.