Esportes
Botafogo recebe quinto transfer ban da Fifa e segue impedido de registrar jogadores
Clube enfrenta nova punição da entidade máxima do futebol e acumula dívidas que dificultam o registro de atletas para a próxima janela de transferências.
As más notícias parecem não ter fim para o Botafogo. Em meio a uma grave crise financeira e administrativa, o clube foi novamente punido com transfer ban nesta segunda-feira, 1º, e permanece impedido de registrar novos atletas. Esta é a quinta punição aplicada pela Fifa ao clube carioca somente em 2024.
A nova sanção refere-se a multas administrativas, e o bloqueio só será retirado após a regularização da situação do Botafogo junto à entidade. A penalidade é semelhante ao caso envolvendo a compra de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos, cuja punição só será encerrada quando os valores em atraso pela aquisição do atleta — atualmente no Atlético de Madrid — forem quitados.
O primeiro transfer ban foi imposto em 20 de abril, devido à dívida com o Ludogorets pela contratação de Rwan Cruz. O segundo está relacionado à chegada do uruguaio Santi Rodríguez, vindo do New York City, também dos Estados Unidos. Mais recentemente, o Botafogo foi punido por inadimplência nas parcelas da compra de Artur junto ao Zenit, da Rússia. Em todas essas situações, a Fifa determinou três janelas de transferência sem possibilidade de registro de novos jogadores.
O mercado da bola reabre em julho. Até lá, o Botafogo corre contra o tempo para regularizar sua situação junto à Fifa e aos demais clubes. A direção da SAF, atualmente liderada por Eduardo Iglesias, avalia que as dívidas podem ser incluídas no plano de recuperação judicial já protocolado na Justiça do Rio.
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) devolveu o poder de voto e o controle do Botafogo à Eagle Football Holdings, que detém 90% das ações da SAF. O tribunal entendeu que questões relativas ao controle, votação e governança da SAF devem ser resolvidas por arbitragem da Câmara da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e não pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que havia suspendido os poderes da Eagle e permitido o retorno de John Textor à gestão do clube, em meio à disputa com outros acionistas.
Enquanto isso, o clube associativo se movimenta em meio à disputa societária entre Textor e os demais acionistas e tenta aprovar a venda da SAF para um novo investidor. Segundo o jornal O Globo, o favorito a assumir o controle do futebol alvinegro é o fundo de investimentos americano GDA Luma, principal credor da SAF, cuja dívida chega a R$ 2 bilhões.
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