Esportes
Palmeiras cai na estratégia do Cerro, perde e deixa liderança do grupo na Libertadores
O Palmeiras viu cair uma invencibilidade de cinco anos jogando em casa na Libertadores. O time não conseguiu furar o bloqueio do Cerro Porteño e perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque. A classificação às oitavas, que dependia apenas de um empate, foi adiada.
Caiu também a invencibilidade de jogos consecutivos da equipe. Foram 17 partidas sem perder (11 pelo Brasileiro, quatro pela Libertadores e duas pela Copa do Brasil). Em casa, a invencibilidade era de 31 jogos. O torcedor não poupou nos minutos finais e vaiou o tempo, como já havia feito no empate com o Cruzeiro no último fim de semana.
Durante todo o primeiro tempo, o Palmeiras praticamente jogou sozinho, atacando o Cerro. Os paraguaios, porém, não deixaram que o adversário criasse espaços para entrar na área e finalizar. A catimba dos visitantes ainda indicava que o empate era de bom tamanho para eles. No começo do segundo tempo, contudo, Pablo Vegetti aproveitou falha defensiva da equipe alviverde e marcou, sozinho na área, o gol do jogo.
Agora o Palmeiras depende da última rodada para classificar-se às oitavas de final. O time recebe o Junior Barranquilla no dia 28. Já o Cerro enfrenta o Sporting Cristal, que também briga pela vaga.
O Palmeiras tem pela frente um duelo decisivo pelo Campeonato Brasileiro no sábado, quando visita o vice-líder Flamengo. O time alviverde tem vantagem de quatro pontos sobre os flamenguistas, que têm um jogo a menos. O último compromisso antes da pausa para a Copa do Mundo é contra a Chapecoense, também em São Paulo, pelo Brasileirão.
O jogo começou com quatro minutos de atraso por um problema na rede de uma das metas. Resolvida a situação, o Cerro Porteño tentou impor pressão sobre o Palmeiras, mas os mandantes tiveram facilidade para superar a marcação e chegar próximo do ataque, ainda que sem finalizar.
Ciente de que se manteve no campo ofensivo não seguraria o Palmeiras, o Cerro recuperou e fechou-se na defesa. O tempo alviverde passou, então, a segurar a posse na tentativa de abrir espaços raros entre os adversários. A primeira chegada perigosa veio pelo alto, em categorias de Andreas Pereira, completada por Emiliano Martínez para fora, aos 13 minutos.
O Cerro se limitou a índices, buscando o grandalhão Vegetti, sem sucesso. O Palmeiras respondeu com mais trocas de passes. Aos 26 minutos, a estratégia deu quase certo. Flaco López deixou Jhon Arias em condição de finalização, mas Alexis Martin Arias defendeu. No rebote, Giay cruzou para o atacante, que obrigou o goleiro a fazer nova defesa.
Os visitantes deram a entender que ficaram satisfeitos com o empate. Do tiro de meta às cobranças de laterais, os jogadores seguravam o jogo para deixar o tempo passar. Nos primeiros 45 minutos, o tempo paraguaio foi bem sucedido na segurança do Palmeiras, que foi muito superior.
Mal a bola rolou no segundo tempo e o Palmeiras já finalizou novamente, com Arthur. Parecia que tudo continuava no mesmo ritmo, mas o Cerro resolveu surpreender. O time recuperou um pelotão no meio de campo e encontrou uma defesa palmeirense desorganizada. Cecilio Domínguez, pela direita, cruzou rasteiro para encontrar Vegetti sozinho dentro da área. O artilheiro deu apenas um toque para tirar de Carlos Miguel.
O gol afetou os palmeirenses, que buscavam manter a pressão na frente, mas cometiam erros que permitiam ao Cerro contra-atacar. Carlos Miguel precisou entrevistar mais de uma vez antes dos 15 minutos da segunda etapa.
O jogo retomou a cena do primeiro tempo, com o Cerro fechado. O Palmeiras trocava passes e não conseguia abrir espaços para finalizar. Abel Ferreira tentou mudar o cenário com a entrada de Paulinho. Entrando aos 25 minutos, o camisa 10 teve a maior minutagem de jogo desde que voltou de lesão após 300 dias.
Apesar da presença no campo ofensivo, o Palmeiras voltou a levar perigo apenas na bola aérea. Arias, pela direita, cruzou e conheceu Flaco López. O argentino, desmarcado, cabeceou mal, e a bola ainda bateu no travessão antes de sair.
A bola quase entrou, com a defesa do Cerro tirando em cima da linha após finalização de Luighi. Mas o lance sequer valeu, porque o atacante recebeu a bola escorada de Gustavo Gómez, que estava impedido.
Não houve individualidade que se destacasse para salvar o Palmeiras. O time repetiu erros no ataque até o fim, com jogo muito abaixo do nível que já foi declarado na temporada.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 CERRO PORTEÑO
PALMEIRAS – Carlos Miguel; Giay (Maurício), Gustavo Gómez, Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Emiliano Martínez (Paulinho) e Andreas Pereira (Lucas Evangelista); Allan (Luighi), Flaco López e Jhon Arias. Técnico: Abel Ferreira.
CERRO PORTEÑO - Alexis Martin Arias; Fabricio Domínguez, Gustavo Velázquez, Matías Pérez e Marcelo Chaparro (Guillermo Benitez); Jorge Morel, Piris da Motta, Cecilio Domínguez (Juan Manuel Iturbe) e Mateo Klimowicz (Cesar Bobadilla); Freddy Noguera (Jonatán Torres) e Pablo Vegetti. Técnico: Ariel Holan.
GOL - Pablo Vegetti, aos dois minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Yael Falcón (ARG).
CARTÕES AMARELOS - Arthur, Andreas Pereira e Gustavo Gómez (Palmeiras); Piris da Motta, Guillermo Benítez e Jorge Morel (Cerro).
PÚBLICO - 32.873 presentes.
RENDA - R$ 2.406.541,03.
LOCAL – Nubank Parque, em São Paulo (BRA).
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