Esportes
Corinthians tem contas de 2025 aprovadas, mas dívida ultrapassa R$ 2,7 bilhões
Conselho Deliberativo aprova contas do clube com ressalvas; auditoria aponta necessidade de maior controle fiscal e dependência de renegociações.
O Corinthians teve as contas referentes ao exercício de 2025 aprovadas durante a votação no Conselho Deliberativo, apesar de controvérsias entre os conselheiros. O principal ponto de discussão foi um acordo firmado já em 2026, que prejudicou a dívida do clube em R$ 200 milhões.
O período analisado engloba a gestão de Augusto Melo até maio, quando ocorreu o impeachment, e, posteriormente, a administração de Osmar Stabile. Dos 178 conselheiros presentes, 174 votantes: 106 foram desenvolvidos à aprovação e 68 contrários.
A dívida total do Corinthians atingiu R$ 2,72 bilhões , sendo R$ 723 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena. O patrimônio líquido permanece negativo, chegando a R$ 774 milhões.
A auditoria independente recomendou a aprovação das contas, porém com ressalvas. O relatório destacou a dependência de renegociações financeiras para a manutenção das operações do clube e destacou a necessidade de reforço nos controles internos de fiscalização.
Os Conselhos Fiscais e de Orientação (Cori) também foram aprovados nas contas com ressalvas nas análises anteriores. O Cori, apesar de não ser deliberativo, tem seus pareceres considerados pelo Deliberativo.
Antes da votação, circulou um documento que sugeria a reprovação integral do balanço, alegando falhas no rito do processo.
Entre os principais problemas identificados estão o gasto acima do orçamento revisado e a falta de detalhamento nos gastos por área. Também foi questionada a inclusão de um desconto de dívida obtida em acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Esse acordo permitiu reduzir a dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com abatimento de juros e multas. No entanto, os auditores independentes avaliaram que o acordo não deveria ser contabilizado no balanço de 2025, pois foi contratado apenas em 2026.
A situação financeira do Corinthians segue delicada e deve se repetir em 2026. Para manter o fluxo de caixa, o clube antecipou R$ 76 milhões em patrocínios, conforme laudo da Laspro Consultores anexado ao processo do Regime Centralizado de Execuções no TJ-SP.
A dívida do Corinthians com o banco Daycoval aumentou de R$ 111,3 milhões em janeiro para R$ 132,1 milhões em fevereiro. O Daycoval antecipou valores ao clube com garantia de contrato com a Nike, numa tentativa de evitar colapso financeiro diante dos altos custos operacionais.
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