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NASA prioriza base lunar e abandona estação Gateway em nova estratégia espacial
A NASA vai investir US$ 20 bilhões na construção de uma base lunar e suspender o projeto da estação orbital Gateway, redirecionando recursos para operações sustentáveis na superfície enquanto revisa o programa Artemis e mantém a meta de levar astronautas à Lua até 2028.
A NASA anunciou uma mudança significativa em sua estratégia lunar: a agência vai investir US$ 20 bilhões (cerca de R$ 106,26 bilhões) na construção de uma base na superfície da Lua e suspenderá o desenvolvimento da estação orbital Gateway.
Segundo a NBC News, para o administrador Jared Isaacman, a prioridade agora é criar infraestrutura que permita operações sustentáveis no solo lunar, redirecionando recursos e reaproveitando equipamentos já existentes.
A decisão representa mais uma reformulação dentro do programa Artemis, que busca levar astronautas de volta à Lua e estabelecer uma presença permanente no satélite como preparação para futuras missões a Marte. A Gateway, originalmente concebida como ponto de transferência e plataforma científica, veio sendo alvo de críticas por seu custo e por realizar desviar atenção de metas mais imediatas na superfície lunar.

Com a suspensão da estação orbital, a NASA concentrará esforços na construção de uma base próxima ao polo sul lunar, região estratégica para seu potencial de recursos. Isaacman afirmou que o investimento será distribuído ao longo de sete anos e bolsas de missões, em colaboração com parceiros comerciais e internacionais, com o objetivo de erguer o primeiro posto avançado permanente da humanidade fora da Terra.
A Agência Espacial Europeia (AEE), uma das parceiras do projeto Gateway, declarou que está avaliando as implicações da decisão junto aos seus Estados-membros e à indústria europeia. A mudança ocorre em meio a uma revisão mais ampla do programa Artemis, anunciada por Isaacman após assumir o comando da NASA no final do ano anterior.
Apesar das mudanças, a meta de levar os astronautas norte-americanos de volta à superfície lunar até 2028 permanece. A NASA, porém, ajustará seu cronograma para incluir uma missão de teste adicional antes do pouso, buscando reforçar a "memória muscular" operacional após atrasos sucessivos - especialmente os que afetaram a missão Artemis II, agora prevista para o início de abril e responsável pelo primeiro voo lunar em mais de 50 anos.
O avanço do programa lunar norte-americano também ocorre em um contexto de competição internacional, com a China esperando sua primeira missão tripulada à Lua até 2030. O sucesso dos planos dos EUA dependerá, em parte, do desempenho de seus parceiros privados, que desempenham papel central na arquitetura atual do programa Artemis.
Por Sputinik Brasil
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