Esportes
Jornal espanhol se espanta com gastança do futebol brasileiro: 'Uma ameaça à Champions'
Marca destaca investimentos recordes dos clubes do Brasileirão e aponta risco ao equilíbrio do futebol europeu
O mercado de transferências do futebol brasileiro voltou a chamar a atenção internacional. O jornal espanhol Marca destacou o volume de investimentos realizados pelos clubes do Campeonato Brasileiro, classificando o crescimento financeiro da liga nacional como um possível risco ao equilíbrio do futebol europeu — chegando a mencionar uma "ameaça à Champions".
Segundo levantamento relatado pela publicação, o Brasileirão foi o segundo campeonato que mais gastou na última janela de transferências, ficando atrás apenas da Premier League. Os clubes brasileiros investiram cerca de 245 milhões de euros em contratações, valor inferior aos 453 milhões gastos pelos ingleses, mas superior às ligas tradicionais da Europa.
Esse montante supera os esportes da Serie A italiana, da Bundesliga alemã, da Ligue 1 francesa e da própria La Liga espanhola, que, por exemplo, investiu aproximadamente 75 milhões de euros no período — menos de um terço do total brasileiro.
Investimentos distribuídos na elite
Entre as principais negociações, o retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo foi apontado como símbolo dessa nova fase financeira. A meia voltou ao clube formador em uma operação superior a 40 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões na cotação atual), mesmo diante do interesse de tempos europeus de elite, como o Chelsea. Além dele, o zagueiro Vitão também reforçou o Flamengo na negociação milionária.
O Palmeiras figura como outro protagonista da janela. O clube acertou a chegada de Jhon Arias, que retorna ao Brasil após passagem pelo Wolverhampton, da Inglaterra, além de já ter concretizado a contratação de Vitor Roque anteriormente.
O movimento, porém, não se restringe aos principais campeões recentes. O Cruzeiro desembolsou alto valor para contratar Gerson. O Atlético Mineiro também realizou diversas aquisições relevantes, enquanto Grêmio, Fluminense e Vasco ampliaram seus elencos com cifras expressivas.
Para o jornal espanhol, o dado mais relevante é que uma parte específica dos clubes da Série A demonstra capacidade financeira para disputar atletas valorizados no mercado internacional e até repatriar jogadores em idade produtiva.
Retenção de talentos e hegemonia continental
Outro aspecto destacado é a crescente capacidade dos clubes brasileiros de manter jogadores importantes por mais tempo. Exemplos como Yuri Alberto, no Corinthians, e Pablo Maia, no São Paulo, ilustram esse novo cenário de maior poder de retenção.
No campo esportivo, o domínio recente na Libertadores reforça o argumento. Os últimos campeões do torneio são brasileiros, e a expectativa é de continuidade dessa hegemonia. O desempenho competitivo internacional, aliado à capacidade de investimento, alimenta a percepção europeia de que o Brasileirão deixou de ser apenas um exportador de talentos para se consolidar como uma liga financeiramente relevante no cenário global.
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