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Pênalti? Comentaristas de arbitragem analisam lance de mão de Gómez em Palmeiras x São Paulo

Lance polêmico de toque no braço do zagueiro palmeirense divide opiniões de especialistas e reacende debate sobre critérios da arbitragem.

02/03/2026
Pênalti? Comentaristas de arbitragem analisam lance de mão de Gómez em Palmeiras x São Paulo
Pênalti? Comentaristas de arbitragem analisam lance de mão de Gómez em Palmeiras x São Paulo - Foto: Reprodução / Instragram

O clássico entre Palmeiras e São Paulo, que garantiu o time comandado por Abel Ferreira na final do Paulistão, terminou marcado por uma polêmica de arbitragem. Um toque no braço de Gustavo Gómez dentro da área, no segundo tempo, tornou-se o principal tema de discussão após a partida realizada na Arena Barueri. O lance dividiu opiniões entre comentaristas de arbitragem e reacendeu questionamentos sobre critérios e interpretações dos árbitros.

Para Renata Ruel, comentarista da ESPN, o lance reúne características que, de acordo com a prática comum da arbitragem brasileira, costumam resultar em penalidade. Ela ressalta que, mesmo com a curta distância, o defensor amplia o espaço corporal ao disputar a bola.

"O lance tem alguns fatores a serem analisados: é uma distância curta no momento em que a bola toca no braço. O Gómez tenta recolher o braço, mas vai para a disputa ampliando o espaço corporal. A bola bate no braço dele. Apesar da falta de critério, como o braço está afastado, geralmente vemos pênalti ser marcado no Brasil", explicou Renata.

A comentarista ainda criticou o critério adotado pela árbitra Daiane Muniz durante o jogo. Segundo ela, houve incoerência entre lances semelhantes.

"Cabe interpretação por recolher o braço? Cabe, mas pelo que se observa na arbitragem brasileira, o pênalti deveria ser marcado. Vejo erro em não ter sido assinalado pênalti no Gómez e também em ter sido marcado o pênalti no Bobadilla", completou.

Por outro lado, Sálvio Spínola, em análise no programa Esporte Record, seguiu caminho oposto. Para o ex-árbitro, o toque no braço do zagueiro palmeirense deve ser considerado acidental, dentro de um movimento natural do jogo.

"O segredo desse lance, para mim, é que Gustavo Gómez está muito próximo da jogada. Ele disputa a bola, tenta chutar, e o braço está no movimento necessário. A bola bate, mas não há bloqueio. É um toque acidental e, por isso, não considero pênalti", avaliou.

Opinião semelhante foi apresentada por Paulo Caravina, do perfil @soudoapito, que destacou a importância de diferenciar uma ação de bloqueio de uma disputa direta pela bola.

"Na primeira tentativa do Lucas de cruzar, o Gómez faz uma ação de bloqueio. No rebote, ele faz uma ação de disputar a bola. Em uma ação de disputa, essa mão só será considerada antinatural se estiver muito acima do nível do ombro", explicou.

Segundo Caravina, nesse contexto específico, o braço do defensor está compatível com o movimento corporal.

"Em uma ação de disputa, com espaço curto como nesse lance, o braço deve ser considerado natural para o movimento. Por isso, a mão do defensor do Palmeiras não configura penalidade", concluiu.

Apesar da controvérsia, o Palmeiras confirmou a vitória por 2 a 1, com gols de Maurício e Flaco López. Calleri descontou para o São Paulo em cobrança de pênalti. O resultado garantiu o Verdão em sua sétima final consecutiva do Campeonato Paulista.

Na decisão, o Palmeiras enfrentará o Novorizontino, que eliminou o Corinthians na outra semifinal. A final será disputada em dois jogos: o primeiro na quarta-feira, dia 4, com mando palmeirense, e o segundo no domingo, dia 8, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, já que o Tigre fez a melhor campanha da competição.