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Revolução na história cristã: cientistas revelam palácio episcopal e igreja de 1.700 anos (FOTOS)
Arqueólogos descobriram um impressionante complexo eclesiástico de 1.700 anos e um opulento palácio episcopal a poucos centímetros abaixo de antigas terras agrícolas, marcando uma das maiores descobertas da arqueologia cristã primitiva, escreve o portal Arkeonews.
O portal sublinha que essa descoberta está transformando a compreensão dos estudiosos sobre o poder e a representação cristãs durante a Antiguidade Tardia.

Por gerações, as lâminas dos arados roçaram as pedras enterradas nesse antigo local cristão próximo a Roma, protegendo, sem querer, uma estrutura de profundo significado histórico.
"O uso agrícola contínuo da área a poupou de construções posteriores. Esse golpe de sorte permitiu que arqueólogos escavassem um complexo cristão primitivo excepcionalmente intacto dentro do Parque Arqueológico de Óstia Antiga", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, Óstia, que foi a principal cidade portuária de Roma, entrou em declínio devido ao assoreamento, mas ganhou nova importância para o cristianismo após se tornar a religião oficial do Império Romano, em 380 d.C.
Por volta de 330 d.C., durante o reinado do imperador Constantino, uma das primeiras e maiores igrejas foi construída no local, servindo de protótipo para as catedrais europeias posteriores.
Levantamentos geofísicos realizados em 1996 identificaram um enorme complexo eclesiástico na extremidade sudeste do local.

Escavações nos últimos anos revelaram que ele foi construído parcialmente sobre um prédio de apartamentos romano.
Vale enfatizar que a descoberta mais impressionante é um salão cerimonial monumental anexo ao palácio do bispo. Com oito por 20 metros de extensão, o salão possui revestimento de mármore e piso de mosaico, sendo incomparável em escala e luxo para o período constantiniano.

Esse local evidencia a adoção, por parte dos bispos, de estilos arquitetônicos imperiais, como uma elite em ascensão. Além disso, é apontado que o complexo foi utilizado até o início da Idade Média, abrangendo quase 1.000 anos de ocupação.
Dessa forma, o material conclui que as novas escavações, planejadas para 2026, explorarão as áreas restantes, bem como questões relacionadas a demonstrações de poder e mudanças sociais na Antiguidade Tardia.
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