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Crânio de 'homem gigante' é encontrado em vala comum da Era Viking no Reino Unido

Descoberta feita por arqueólogos e estudantes de Cambridge revela restos de jovens guerreiros, incluindo um indivíduo excepcionalmente alto com sinais de cirurgia craniana.

Por Sputnik Brasil 06/02/2026
Crânio de 'homem gigante' é encontrado em vala comum da Era Viking no Reino Unido
Crânio de homem excepcionalmente alto é encontrado em vala comum da Era Viking nos arredores de Cambridge. - Foto: © Foto / Pixabay / Skitterphoto

Arqueólogos e estudantes da Universidade de Cambridge descobriram uma vala comum do século IX d.C. nos arredores de Cambridge, no Reino Unido, contendo restos esqueléticos mistos e o crânio trepanado de um homem de estatura incomum.

O local da escavação situa-se em uma antiga fronteira entre o reino saxão de Mercia e Anglia Oriental, região conquistada pelos vikings em 870 d.C. Segundo comunicado da universidade, a vala pode estar relacionada aos conflitos armados que marcaram a área após a invasão viking.

A cova reúne esqueletos completos e ossos desmembrados, incluindo membros dispersos, uma pilha de pernas e outra de crânios.

Pela contagem dos crânios, os pesquisadores estimam que até dez jovens homens foram enterrados no local.

Entre os indivíduos encontrados, destaca-se um homem excepcionalmente alto, com cerca de 1,95 m — mais de 15 cm acima da média masculina atual no Reino Unido. Ele tinha entre 17 e 24 anos à época da morte e apresentava no crânio um orifício de trepanação lateral.

O orifício elíptico, de 3 cm de diâmetro, foi feito de forma precisa, por corte, perfuração ou raspagem com instrumento afiado. A presença de cicatrização óssea indica que o jovem sobreviveu ao procedimento, mas o crescimento ósseo impede a identificação da ferramenta utilizada.

“O indivíduo pode ter tido um tumor que afetou sua glândula pituitária e causou excesso de hormônios de crescimento”, explica a dra. Trish Biers, curadora das Coleções Duckworth da Universidade de Cambridge, onde os restos estão sob análise detalhada.

A mistura de esqueletos completos e restos desarticulados é considerada rara. Apenas uma das cabeças apresenta marcas de corte na mandíbula, sugerindo decapitação, enquanto alguns ossos exibem lesões compatíveis com combate. No entanto, as evidências são insuficientes para afirmar que todos morreram em batalha.