Esportes
Vojvoda minimiza vaias, pede apoio na Vila e promete reação do Santos
Técnico argentino reconhece pressão da torcida, pede união e garante empenho para reverter má fase do Peixe
Em meio à crescente pressão, Juan Pablo Vojvoda pediu paciência à torcida do Santos e reforçou a necessidade de união para superar o momento delicado. Após o empate por 1 a 1 com o São Paulo na Vila Belmiro, o técnico afirmou compreender as cobranças, mas destacou a importância de um estádio mais vibrante e de apoio para a equipe reagir.
“O resultado vem com trabalho e realização, credibilidade. Isso é a minha maneira de ver, tem de ser assim”, explicou Vojvoda. “Compreendo a paixão, os protestos, e quero a Vila com mais fogo, entende? Vamos recuperar e chamar novamente o torcedor para sentir o apoio em campo.”
Desde a vitória de virada sobre o Novorizontino, na estreia do Paulistão, o Santos entrou em crise e agora luta contra o rebaixamento estadual, somando apenas um ponto em duas rodadas do Brasileirão. O time acumula derrotas para Palmeiras, Chapecoense e São Paulo, além de empates diante de Guarani, Corinthians, Red Bull Bragantino e, mais recentemente, São Paulo.
Com apenas cinco pontos no Paulistão, o Santos enfrenta o Noroeste neste domingo, em Bauru, sob forte pressão por vitória para aliviar a tensão com a torcida e manter chances de permanência, restando apenas duas rodadas. O último compromisso na Vila Belmiro será contra o Velo Clube.
Apesar dos pedidos de demissão, Vojvoda permanece no comando e defende que o elenco precisa de tranquilidade para reencontrar o caminho das vitórias, já a partir do próximo fim de semana.
“Eu, como treinador, sinto a necessidade de unir o clube, os jogadores e todos que trabalham no dia a dia. O clube tem de estar unido”, afirmou. “Digo, de verdade, que caminho no CT e as coisas estão melhorando pouco a pouco. Por isso, disse a todos que precisamos disso. Sabemos do ruído de fora, do protesto, mas se trouxermos para dentro, não sei se ajuda”, ressaltou.
Vojvoda revelou ter conversado com jogadores, diretoria e comissão para promover uma autocrítica. “O que estamos fazendo? Este ano, nos últimos? Precisamos refletir”, questionou, indicando que a crise não se resume apenas ao seu trabalho.
Sobre o clássico, o treinador avaliou o duelo como equilibrado e considerou o resultado justo. “Foi um jogo brigado, disputado, de Série A. O São Paulo já conhecíamos de dois, três dias atrás, e foi uma partida equilibrada, com dados estatísticos semelhantes em posse de bola. Tivemos mais finalizações, abrimos o placar, mas ainda há pontos a melhorar”, reconheceu. “Eles fizeram mudanças, colocaram Lucas e Luciano, ficaram mais fortes no jogo aéreo. Eu pensava em ajustes defensivos, mas tivemos 15 minutos abaixo do esperado na Vila e sofremos o empate.”
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