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Iceberg do tamanho do Rio de Janeiro acumula água de degelo e pode se desintegrar em breve, diz NASA
Bloco de gelo A-23A, um dos maiores do mundo, apresenta rachaduras aceleradas devido ao acúmulo de água em sua superfície.
O iceberg A-23A, considerado um dos maiores e mais antigos do planeta, está derretendo rapidamente e acumulando água de degelo, segundo imagens recentes divulgadas pela NASA.
A agência espacial dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (9) que o iceberg, desprendido da Antártida em 1986, pode se desintegrar completamente nos próximos dias ou semanas. O acúmulo de água em sua superfície está forçando e acelerando o surgimento de rachaduras internas, aumentando o risco de fragmentação.
Após quase quatro décadas à deriva, o bloco de gelo, que originalmente possuía cerca de 4.000 km², atualmente mede 1.182 km², conforme dados recentes do Centro Nacional de Gelo dos Estados Unidos, após sucessivas quebras registradas ao longo de 2025.
Apesar das reduções, o A-23A segue entre os maiores icebergs do oceano, com área quase equivalente à cidade do Rio de Janeiro, que tem 1.200,33 km², segundo o IBGE.
Imagens captadas em 26 de dezembro de 2025 pelo satélite Terra, da NASA, mostram extensas piscinas de água azul sobre sua superfície. À medida que se fragmenta, partes menores do iceberg podem representar perigo para a navegação e a pesca comercial. Em janeiro, um pedaço de 19 km se desprendeu do bloco principal.
Historicamente, icebergs que seguem essa rota pelo oceano Antártico tendem a se quebrar, dispersar e derreter. No entanto, a atual localização do A-23A pode beneficiar a fauna local, já que o encalhe e o derretimento liberam nutrientes que aumentam a oferta de alimento para o ecossistema, favorecendo espécies como pinguins e focas. A região da Geórgia do Sul e das ilhas Sandwich do Sul abriga milhões de aves e focas reprodutoras.
Icebergs desse porte são raros, mas não inéditos: nos últimos cinco anos, outros dois blocos de tamanho semelhante foram registrados na mesma área. Embora façam parte do ciclo natural das camadas de gelo da Antártica, a aceleração da perda de gelo desde 2000, atribuída às mudanças climáticas, preocupa especialistas.
Pesquisadores alertam que o aumento da temperatura média global pode derreter gelo suficiente para elevar o nível dos oceanos em vários metros, ultrapassando o ponto de retorno seguro.
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