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Análise: no último jogo antes do Mundial, City sente falta de Haaland, mostra falhas no fim e tropeça contra o Palace

Time de Pep Guardiola dominou boa parte da partida, mas levou empate nos acréscimos em momento de instabilidade

Agência O Globo - GLOBO 16/12/2023
Análise: no último jogo antes do Mundial, City sente falta de Haaland, mostra falhas no fim e tropeça contra o Palace
Manchester City - Foto: Reprodução

Em meio ao lotado calendário de fim de ano do futebol inglês, o Manchester City teve confronto importantíssimo neste sábado antes de embarcar a Jidá para a disputa do Mundial de Clubes, no qual joga semifinal com o Urawa Red Diamonds na terça-feira. Sob os olhos dos japoneses, do Fluminense e do Al Ahly — pontenciais adversários da outra semifinal —, o time de Pep Guardiola foi surpreendido: levou empate no fim, no 2 a 2 no Eithad Stadium. Um jogo que parecia de pouca exigência, mas virou novo tropeço na temporada.

Os citizens, que vinham de vitória sobre o modesto Luton Town, recuperando-se após os quatro jogos sem vencer no Inglês, dominaram boa parte da partida. Mas o gol de Olise, de pênalti, frustrou e manteve o time na quarta colocação, com 34 pontos, a três do líder Liverpool, que ainda joga na rodada.

Sem Haaland, fora pelo terceiro jogo seguido por um problema de estresse ósseo nos pés, coube ao argentino Julián Alvarez, mais uma vez, fazer o papel de camisa 9 da equipe. Desta vez, ganhou a ajuda de Grealish, que atuou mais centralizado, quase como um segundo atacante.

Foi de Grealish, inclusive, o primeiro gol, ainda no primeiro tempo: um chute no cantinho após bom passe de Foden num buraco na defesa. Uma entre as várias chances de finalizar que a equipe encontrou na partida, mas poucas transformadas em chances claras de gol.

Alvarez não fez partida ruim (chegou a marcar de falta, em gol anulado), mas a falta do norueguês como referência no ataque transforma o City, que perde em ritmo de jogo, em capacidade de desorganizar as defesas adversárias e em capacidade de quebrar linhas defensivas muito próximas uma da outra, como o Palace fez para tentar arrancar pontos fora de casa. Em várias oportunidades, Bernardo Silva abria pela direita, mas a bola ficava presa pelo meio, tendo como única opção as triangulações entre Foden, Grealish e Alvares, com pouquíssimo espaço.

De qualquer forma, o alto volume de jogo ofensivo do time de Guardiola fez com que o jovem Rico Lewis, titular no meio, ampliasse em bola pingando dentro da área.

Falhas no fim

Os adversários e potenciais adversários do time inglês puderam observar de perto as falhas do time inglês no fim da partida, que permitiram o empate. No primeiro, houve muito mérito do Palace, que conseguiu escapar da primeira pressão do City pelo meio e deixou Guéhi com tempo e espaço para lançar Schlupp nas costas da linha de defesa dos citizens, muito adiantada. Mateta concluiu para o gol.

Se escapar da pressão foi a chave para diminuir, aproveitar a instabilidade do time de Pep após o gol sofrido rendeu o empate ao time de Roy Hodgson. O City passou a errar muito na saída de bola, e já nos acréscimos deu espaço para Mateta pressionar a defesa duas vezes no mesmo lance. Na primeira, roubou a bola. Na sequência, foi derrubado por Foden dentro da área. Olise converteu e concretizou o tropeço do time de Manchester em casa, já sem tempo para reagir.