Esportes
Pergunta do R$ 1 milhão: por que Pelé usou a 10 da seleção na Copa de 1958 'por acaso'
Camisa foi tema da pergunta que decretou primeira vencedora de quadro na TV; origem passa por erro da CBD e 'previsão' de dirigente uruguaio
A camisa 10 eternizada por Pelé voltou a ser notícia neste domingo, quando a jornalista Jullie Dutra se tornou a primeira vencedora do quadro "Quem quer ser um milionário', do programa Domingão com Huck, da TV Globo. A pergunta decisiva e que valia R$ 1 milhão era justamente sobre a numeração usada pelo Rei na Copa de 1958. Foi justamente ali que o ex-jogador consagrou o número e o tornou universalmente conhecido como o do craque do time. O que poucos sabem, contudo, e que há uma grande colaboração do acaso neste casamento hoje visto como perfeito.
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Quando disputou a Copa da Suécia, Pelé já era visto como a maior promessa do futebol brasileiro. Mas ainda estava longe de ser considerado o Rei do Futebol. Tanto que foi reserva nas duas primeiras partidas da seleção, contra Áustria (vitória por 3 a 0) e Inglaterra (empate em 0 a 0). Então, como coube ao atacante de 17 anos a 10 que, embora ainda não fosse associada a craques, já era tratada como numeração de titular?
A explicação mais aceita diz que isso ocorreu por que a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antecessora da CBF) se esqueceu de enviar para a Fifa a lista com a numeração dos atletas que disputariam o Mundial da Suécia. Detalhe: aquela já era a terceira edição seguida do torneio com a obrigatoriedade de números fixos vinculados aos jogadores.
O uruguaio Lorenzo Villizio, membro do comitê organizador daquela Copa, decidiu então estipular uma numeração por conta própria. Por conhecer, ainda que com algumas limitações, os jogadores da seleção brasileira, o dirigente que representava a América do Sul na Fifa dissera ser capaz de atribuir os números.
Assim, Villizio conseguiu resolver o problema. Não sem algumas gafes, como a de dar a 3 para o goleiro Gilmar; a 6 para o meia Didi e a 9 para o zagueiro Zózimo. Mas ficou conhecido mesmo foi por ter atribuído a 10 para Pelé. A então promessa virou titular no terceiro jogo pela fase de grupos (vitória sobre a União Soviética, dois gols de Vavá) e de lá não saiu mais. Marcou nas oitavas, contra Gales (1 a 0), três vezes na semifinal contra a França (5 a 2) e mais duas na decisão contra a Suécia (5 a 2). Virou História.
A título de curiosidade, no Sul-Americano de 1957 a 10 foi usada por Didi, que também a vestiria nas Eliminatórias para a Copa de 1958 e em amistosos naquele mesmo ano. Na Copa Roca, contra a Argentina, Pelé estreou pela seleção com a 13. Mas no jogo seguinte, no Pacaembu, já usaria a 8.
Quem começou usando a camisa em 1958 foi Dida, estrela do Flamengo. Mas o próprio Pelé teria a oportunidade de vesti-la em amistosos preparatórios para o torneio contra Bulgária e Corinthians. Na Copa, foi Dida quem iniciou como titular. Mas Villizio parecia já prever o futuro e decretou que ele usaria a 21, enquanto o garoto do Santos herdaria a 10.
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