Esportes
Traficante que jogava futebol com registro falso da CBF tem ligação com paraguaio preso no Rio
Procurado pela Interpol, Sebastián Marset usava documento do Brasil com nome falso; governo boliviano diz que ele é protegido por 'grupo paramilitar' brasileiro
Um dos homens mais procurados da América do Sul, o narcotraficante uruguaio Sebastian Marset, de 31 anos, tem ligações com um paraguaio preso no Brasil em fevereiro deste ano. Trata-se de Miguel Ángel Insfrán Galeano, também conhecido como "Tio Rico", suspeito de ter sido o responsável pelo assassinato do promotor Marcelo Pecci, seu compatriota.
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Após o crime, o nome de Tio Rico foi inserido no alerta vermelho pela Interpol. Com a divulgação de sua foto, ele acabou preso na cidade do Rio.
Tio Rico circulava pela região da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, bairros na Zona Oeste da cidade, por pelo menos um mês antes de ser preso na capital fluminense. Ele planejava viajar para algum país da Ásia a fim de evitar o processo de extradição, uma vez que tinha um mandado de prisão em aberto pela morte de Pecci.
No Rio, Tio Rico buscava fazer uma aliança com traficantes cariocas para se estabelecer como fornecedor de cocaína do Paraguai para o Brasil. Em abril, uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a extradição.
Conversa interceptada
Tio Rico e Marset tiveram uma conversa grampeada pelas autoridades paraguaias. A ligação interceptada aconteceu em 30 de setembro de 2021, quando o uruguaio estava preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Na conversa, Tio Rico sugeriu que Marset procurasse o então embaixador do Paraguai no Catar, Ángel Ramón Barchini Cibilis, para pedir ajuda. As informações são do jornal paraguaio ABC.
"Realmente, ele procurou ajuda e é claro que NÃO dei a ele, porque não era apropriado", escreveu Cibilis em sua conta no Twitter, após a ligação interceptada ter se tornado pública.
Protegido por milícia brasileira
Nesta quinta-feira, o governo da Bolívia informou que o criminoso uruguaio conta com um "grupo paramilitar" brasileiro fazendo sua segurança. É com essa rede de apoio que ele mantém-se fora das garras da Interpol e da DEA (agência antidrogas dos EUA).
Marset tem pedidos de prisão decretados no Uruguai, seu país natal, Paraguai e Bolívia. Foi neste último país que ele foi encontrado na última segunda-feira (31), mas conseguiu fugir. O criminoso vivia uma vida de luxo em Santa Cruz de La Sierra, onde se disfarçava como jogador de futebol.
Com suas partidas documentadas em transmissões por redes sociais, que exibiam vídeos de suas atuações, Marset jogava profissionalmente com um documento falso da CBF. Ele alegava ser brasileiro e se chamar Luis Amorim.
— Temos certeza que há um grupo paramilitar com armas de guerra encarregado de sua proteção — disse o vice-ministro da Polícia do país, Johnny Aguilera.
Marset é investigado pelo Ministério Público boliviano por pelo menos seis crimes, incluindo tráfico de drogas, revelou nesta quinta-feira o procurador Róger Mariaca.
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