Esportes
Auditores do STJD emitem nota de apoio a delegado alvo de críticas por condução do caso de palmeirense morta
Cesar Saad foi chamado de mentiroso pelo MP-SP por prender torcedor com base em suposta confissão que não está nos autos
Num nota em conjunto, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva repudiaram críticas recentes ao delegado Cesar Saad, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), da Polícia Civil de São Paulo. Eles ainda exaltaram sua atuação em diversas outras frentes, como manipulação de resultados e violência nos estádios.
O ato de apoio ocorre após os ataques movidos pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) à forma como Saad conduziu as investigações sobre a morte da palmeirense Gabriela Anelli, de 23 anos, cortada por estilhaços de vidro momentos antes do jogo entre Palmeiras e Flamengo, na Allianz Arena, no último dia 8. Após a soltura do flamenguista Leonardo Felipe Xavier Santiago, inicialmente tratado como principal suspeito, o promotor Rogério Zagallo, responsável pelo caso, acusou o delegado de ter mentido.
- O delegado mentiu quando disse que o réu confessou. Ainda que ele diga ‘ele confessou para mim’, eu não tenho essa confissão em lugar nenhum. Não posso trabalhar com a palavra de um delegado contra toda a evidência do processo - disse Zagallo ao site Metrópoles.
A prisão de Leonardo ficou marcada pela contradição. O rubro-negro foi preso sob a alegação de ter confessado que lançou uma garrafa na direção dos torcedores palmeirenses, onde Gabriela estava. Só que, em depoimento, o torcedor afirmou ter atirado pedras de gelo. Ao ser confrontado com esta versão, Saad alegou que a confissão a que se referia fora dada de forma informal.
Não é possível ver Leonardo nas imagens disponibilizada. Por outro lado, outras pessoas são vistas arremessando objetos, inclusive uma garrafa. E nenhuma delas foi detida. O caso ainda segue sem uma conclusão.
Entre aqueles que assinam o documento em apoio a Saad estão o presidente do STJD Jose Perdiz de Jesus e o auditor Mauro Marcelo de Lima. Este último também é delegado da Polícia Civil de São Paulo.
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