Esportes
Rayssa Leal: ‘carregar o troféu de campeã mundial no Brasil não tem preço’
Rayssa Leal viveu uma manhã de muitas emoções neste domingo. Ela entrou na pista montada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, como favorita para conquistar o Super Crown e se sagrar campeã da Liga Mundial de Skate Street (SLS, na sigla em inglês), mas por pouco não viu o sonho acabar ao sentir uma dor no abdômen logo em sua segunda apresentação. Recuperou-se em seguida, voltou pra pista e conquistou o mundo graças a sua última manobra – uma tradição já em sua ainda curta, porém vitoriosa, carreira.
Após a final, a skatista brasileira afirmou que não sabe exatamente o que aconteceu naquela segunda volta, quando ela interrompeu a descida com dores e fez o ginásio inteiro ficar em silêncio. “Eu não faço ideia, talvez eu tenha respirado de mau jeito, eu não sei Começou a doer muito”, afirmou.
“Mas, na hora que eu senti, parou a dor. Comecei a respirar melhor. Só me deu muito medo porque, depois, pensando, se eu tivesse jogado a manobra e tivesse essa dor no meio da manobra? O que eu ia fazer? Mas, pô, deu certo!”
Com o terceiro melhor desempenho na primeira parte da final, Rayssa foi para as duas últimas disputas do Super Crown – disputada apenas pelas quatro primeiras colocadas – precisando tirar cinco décimos de diferença para a japonesa Funa Nakayama. As duas, porém, falharam na primeira manobra e tudo ficou para a última tentativa. Nela, Rayssa alcançou a melhor nota da competição, com um 7.4. Na sequência, a japonesa fez uma manobra espetacular, mas não o suficiente para convencer os jurados. Assim, o título ficou com a brasileira.
Após a confirmação, Rayssa Leal se emocionou muito e chorou ainda na pista. “Estar no Brasil e poder carregar este troféu, de campeã mundial, não tem preço. Foi por isso que eu estava tão emocionada, com toda minha família aqui. Eu chorei demais”, declarou.
A vitória no Super Crown completa uma temporada inesquecível para a skatista de apenas 14 anos. Ela venceu todas as etapas da SLS – além da final no Rio, ela venceu em Jacksonville, Seattle e Las Vegas -, encerrando um ano ainda mais vitorioso que o de 2021, quando foi prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Nesse intervalo de tempo, Rayssa mudou bastante. “Melhorou meu físico, a mentalidade também, e eu passei de ano”, brincou. “Estou mais forte, estou mais alta, e isso está me ajudando muito. Eu era muito pequenininha.” De fato, a Fadinha cresceu – mas segue encantando, e conquistando, o mundo.
Autor: Marcio Dolzan
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