Economia
Premiê francês volta a defender necessidade de contenção de gastos, e diz que não é austeridade
O primeiro-ministro da França, François Bayrou, voltou a defender nesta quinta-feira, 28, sua proposta de corte de gastos para o orçamento de 2026, em um total de 44 bilhões de euros, visando conter a trajetória da dívida pública francesa. Em uma conferência organizada pela maior associação patronal do país, Medef, ele afirmou: "se optarmos pela recuperação, devemos, como povo, fazer esforços significativos, mas administráveis, para conter nossos gastos. Isso não é austeridade, ao contrário do que as pessoas dizem".
Nos últimos tempos, uma disputa geracional vem se agravando no país, algo reforçado nesta quinta no discurso de Bayrou, que disse: "Estamos aceitando que os mais jovens sejam reduzidos à escravidão, forçando-os durante décadas a pagar os empréstimos das gerações anteriores".
O primeiro-ministro afirmou ainda que busca "garantir que os franceses mais privilegiados participarão do esforço nacional".
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