Economia
Dólar cai abaixo de R$ 6,10 em linha com exterior e puxa juros antes de arrecadação e Haddad
O dólar exibe queda moderada, ficando abaixo da marca de R$ 6,10, e influencia a baixa dos juros futuros nesta terça-feira, 7. Investidores ajustam posições de olho na desvalorização externa da divisa americana e alta das moedas europeias após dados de inflação e desemprego em dezembro na zona do euro dentro das previsões dos analistas do mercado.
No radar local estão os números da arrecadação federal de novembro (10h30), que devem ter atingido R$ 209,60 bilhões em novembro (mediana), após R$ 247,920 bilhões em outubro, além da entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à GloboNews, às 13h30. Haddad deve participar ainda de duas reuniões com o presidente Lula durante a tarde.
O mercado espera que sejam discutidas novas medidas de corte de gastos, após Haddad descartar ontem mudanças no IOF para conter o avanço do dólar e dizer que a prioridade é a votação do Orçamento de 2025 até fevereiro.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por sua vez, afirmou que o governo vai elaborar portarias e decretos necessários à regulamentação do pacote fiscal. "Nós vamos botar agora a mão na massa, fazer as portarias, os decretos necessários, assim como preparar a reunião ministerial que será na segunda quinzena de janeiro. O presidente quer fazer um balanço dos dois anos de governo, das medidas que foram votadas e do que faremos juntos", declarou, em conversa com jornalistas.
Na agenda do dia, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 1,23% em novembro, informou há pouco o IBGE. A taxa de outubro foi revista de uma elevação de 0,94% para alta de 0,97%.
Mais cedo, o IGP-DI registrou alta de 0,87% em dezembro, após uma elevação de 1,18% em novembro, segundo a FGV. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma alta de 6,86% no ano de 2024, acima da mediana das previsões do mercado.
Lá fora, a queda do dólar é limitada pela alta leve dos juros dos Treasuries. Há expectativas por fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, às 10 horas, e pelos dados americanos, em especial o PMI de serviços e o relatório de abertura de vagas Jolts, ambos às 12 horas.
Novos comentários do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, podem influenciar ainda os mercados. Ontem, Trump negou que as tarifas de importação prometidas por ele serão mais limitadas do que se previa.
Às 9h26, o dólar à vista caía 0,46%, a R$ 6,0848. O dólar futuro para fevereiro cedia 0,54%, a R$ 6,110.
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