Economia

Mais 83% da população idosa no Brasil tem proteção previdenciária

Levantamento foi elaborado pelo Ministério da Previdência Social com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022

Agência O Globo - EXTRA 02/08/2024
Mais 83% da população idosa no Brasil tem proteção previdenciária
Mais 83% da população idosa no Brasil tem proteção previdenciária - Foto: Reprodução / agência Brasil

No Brasil, em 2022, um total de 27 milhões de pessoas idosas estavam socialmente protegidas. Isso representa uma taxa de proteção previdenciária e assistencial de 83,4% das pessoas com 60 anos de idade ou mais. É o que mostra um estudo realizado pela Coordenação-Geral de Estudos e Estatística do Ministério da Previdência Social (MPS). Os estados com maior índice de proteção são Piauí (91,8%), Maranhão (89,4%) e Rio Grande do Sul (89%).

A pesquisa destaca também que os repasses feitos com benefícios previdenciários e assistenciais (BPC/LOAS) retiraram da pobreza, em 2022, 30,5 milhões de indivíduos. As transferências reduzem a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza – aquelas com renda familiar per capita inferior a meio salário-mínimo. Sem esses benefícios, o número de pobres teria sido de 89,8 milhões de pessoas, em comparação com os 59,3 milhões registrados com os benefícios.

Em relação à população ocupada (pessoas entre 16 e 59 anos), mais de 65 milhões de brasileiros estavam protegidos socialmente por serem contribuintes ou beneficiários da Previdência Social. Do total de trabalhadores protegidos, 28,9 milhões eram mulheres e 36,2 milhões, homens.

Os trabalhadores na Administração Pública, Defesa e Seguridade Social são os que têm maior cobertura previdenciária, com 91% deles protegidos. Já os setores de serviços domésticos e construção apresentam a menor taxa de proteção, refletindo a informalidade e a precariedade que ainda persistem em muitas áreas do mercado de trabalho brasileiro.

A proteção da população idosa varia entre as regiões e estados do Brasil. As maiores taxas foram registradas no Nordeste e no Sul, enquanto as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte ficaram abaixo da média nacional. Os estados com as coberturas mais baixas são Amapá (74%), Roraima (74,9%) e Mato Grosso (77,7%).

Em termos de gênero e situação de moradia, a proteção é mais elevada na área rural (92,6% para ambos os sexos) em comparação com a área urbana (85,2% para homens e 79,5% para mulheres). A diferença entre as taxas de proteção de homens e mulheres é mais acentuada nas áreas urbanas.

As pessoas com 56 anos apresentaram a maior taxa de cobertura social, possivelmente porque nessa idade os trabalhadores têm maior interesse em formalizar seus vínculos laborais para garantir sua condição de segurado da Previdência Social e facilitar uma eventual aposentadoria.

Em termos de raça e cor, os idosos amarelos tiveram a maior proteção (84,6%), enquanto os negros e indígenas apresentaram as menores taxas de proteção (82,7% e 80%, respectivamente). As mulheres amarelas e negras tiveram maior proteção social do que as mulheres brancas e indígenas.